Três assassinatos em três dias desafiam a polícia


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Corpo de Priscila Vital estirado no vestiário da praça da Vila Gosuen na noite de terça-feira: um dos crimes desta semana, ainda sem solução
Corpo de Priscila Vital estirado no vestiário da praça da Vila Gosuen na noite de terça-feira: um dos crimes desta semana, ainda sem solução
Cléver, Priscila e Marinalva não se conheciam. Os dois primeiros tiveram problemas com a polícia e chegaram a ser presos. Marinalva era empregada doméstica, mãe dedicada de dois filhos e uma aluna aplicada. Três pessoas diferentes. Três histórias violentas. Três mortes misteriosas. O trio foi assassinado a tiros em Franca num intervalo inferior a 50 horas. Não se sabe os motivos dos crimes. A autoria também é desconhecida. As mortes em seqüência aconteceram esta semana em meio à guerra travada entre a polícia e criminosos a serviço do PCC, e assustaram a população local. Para os policiais, os assassinatos em série não teriam relação direta com a onda de ataques. Os dois últimos casos pelo menos. A morte de Cléver pode, sim, ter ligação com os atentados. Comerciante na região da Vila Santa Terezinha, ele era acusado pela polícia de comandar o tráfico de drogas na região. No dia do crime, ocorrido segunda-feira, o delegado Wanir disse que a causa do assassinato poderia ser um desentendimento entre gangues de marginais. “Ainda não temos pistas deste caso. Está difícil apurar a autoria”, contou o investigador Wellington Amato, responsável pela equipe de homicídios da DIG. Pouco mais de vinte e quatro horas após o comerciante ser assassinado, a polícia encontrou o corpo da desempregada Priscila Vital, 24, no vestiário da praça da Vila Gosuen. Ela estava sem roupas, com punhos amarrados e com sinais de violência sexual. Um ex-presidiário é o principal suspeito de ter matado a mulher. “Neste caso, temos um forte indício de autoria e levantamos o apelido de um homem que teria sido visto com ela. Trabalhamos para encontrar e tentar provar sua participação”, disse Amato. A Polícia Civil também acredita estar próxima de esclarecer a morte da doméstica Marinalva Novaes Souza, 33, ocorrida quarta-feira à noite. O principal suspeito é o ex-marido da vítima, o qual seria de Campinas. “Estamos atrás dele, mas não descartamos outras possibilidades”, finalizou Amato. A possibilidade de ter ocorrido um crime passional é a mais plausível. Relacionadas ou não com os ataques do PCC, as três mortes seguidas assustaram até mesmo os policiais. No primeiro trimestre de 2006, foram registrados apenas dois homicídios em Franca. Os números desta semana já são maiores do que os verificados ao longo de janeiro, fevereiro e março inteiros.

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