Lotéricos farão ‘luto’ por sistema antigo


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Atendente não consegue fazer aposta de cliente em razão dos problemas no sistema
Atendente não consegue fazer aposta de cliente em razão dos problemas no sistema
Apostas na Mega-Sena acumulada, lotéricas cheias e máquinas paradas por conta do novo sistema tecnológico adotado pela CEF (Caixa Econômica Federal) marcaram a quinta-feira em Franca. Na tentativa de resolver esses problemas e lutar contra os baixos valores recebidos pelos serviços prestados, o Sincoesp (Sindicato dos Comissários e Consignatários, Casas Lotéricas e Revendedores Lotéricos do Estado de São Paulo) promoverá uma paralisação no próxima dia 26. Em Franca, os lotéricos apóiam o protesto. A iniciativa deixará as lotéricas paulistas fechadas até o meio-dia da próxima sexta-feira. No interior, haverá distribuição de folhetos à população e na Capital, os empresários caminharão, vestidos de preto, até a sede da Caixa, na Avenida Paulista. “Desde a implantação do novo sistema, há cerca de um mês, os prejuízos aumentaram, pois os clientes não gostam de esperar”, disse Gelson Jorge, dono da Lotérica Caçula, na Avenida Champagnat. “O sistema é lento e trava a todo momento. Anteriormente um jogo era feito em três segundos e agora demora mais de três minutos”, reclamou Irae Polo da Lotérica Leporace, no bairro de mesmo nome. Na quarta-feira, em razão dos problemas ocorridos nas cidades onde a implantação do sistema está em teste, como Franca, o sorteio da Mega-Sena foi cancelado e transferido para a noite de ontem. “O novo sistema não agüentou os horários de pico e ficou fora do ar. Nenhum jogo foi computado pelo caixa”, disse Polo. Além de reivindicar que a Caixa recoloque as máquinas antigas, os lotéricos também pedem reajuste nos valores dos jogos e nos repasses. Segundo o Sincoesp, enquanto a CEF e demais bancos recebem de R$ 0,80 a R$ 1,60 cada vez que recebem contas, as lotéricas só recebem R$ 0,28 pelo mesmo serviço e têm prejuízo nessas operações.

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