Alfredo Palermo, ‘Cidadão Emérito’ de Franca


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O reconhecimento dos méritos do advogado e historiador Alfredo Palermo pelo Legislativo francano teve a assinatura de todos os vereadores
O reconhecimento dos méritos do advogado e historiador Alfredo Palermo pelo Legislativo francano teve a assinatura de todos os vereadores
Alfredo Palermo é uma unanimidade em Franca. Tanto que os 15 vereadores da Câmara Municipal abriram um precedente regimental e assinaram o requerimento que deu origem ao Decreto Legislativo 496/2006, o qual concede ao autor do Hino da Franca o título honorífico de Cidadão Emérito do município. A entrega será feita em sessão solene marcada para às 20 horas de hoje, no plenário do Legislativo. O precedente regimental foi necessário, segundo o presidente da Mesa, vereador Marcelo Mambrini, para que todos os vereadores manifestassem, em nome da população de Franca, o apreço que têm por Alfredo Palermo e o reconhecimento pelos relevantes serviços prestados por ele à comunidade francana. O título de Cidadão Emérito é concedido pela Câmara Municipal em homenagem a pessoas eméritas nascidas em Franca, como é o caso de Alfredo Palermo. É correspondente ao título de Cidadão Francano, que o Legislativo emite quando o homenageado é nascido em outro município. FELICIDADE E MEDO Declaradamente “feliz com a homenagem” que receberá hoje à noite, Alfredo Palermo disse, ontem à tarde, ao Comércio da Franca, que estava “igualmente com medo da situação criada pela onda de violência gerada pelo PCC” (Primeiro Comando da Capital) desde sexta-feira. “Aposentado das coisas materiais”, Alfredo Palermo, 89, estava ocupado com as atividades intelectuais: “São estudos ligados à universidade e às colunas dominicais para o Comércio da Franca”. Por conta delas, ele ainda não havia pensado no discurso que fará hoje à noite como último orador da sessão solene na qual receberá o título honorífico de Cidadão Emérito de Franca. “Falarei de improviso, como sempre”, adiantou. “E tomarei muito cuidado porque na minha idade a memória pode falhar”, acrescentou, sorrindo. ENTRE AMIGOS Com bom humor, Alfredo Palermo disse esperar que a sessão desta noite “seja uma reunião entre amigos” e que espera “ver muitos amigos” no plenário da Câmara Municipal de Franca. Lembrou de um deles durante a conversa com a reportagem do Comércio da Franca: “O saudoso desembargador Márcio Martins Ferreira”. Foi ele, segundo Palermo, quem sugeriu a criação do Hino da Franca, em 1968, “feito com base nas coisinhas da cidade, que sempre estudei”. Palermo recordou também do pai, João, “sapateiro, dono de uma pequena fábrica de calçados”. E ainda dos dois anos - 1960 a 1962 - em que morou em Marília, onde foi professor de Português por indicação do irmão, Hélio, ex-prefeito de Franca. “Lecionei no Colégio Sagrado Coração de Jesus e fui chefe de redação do jornal Correio de Marília, mas assim que pude voltei para Franca, de onde nunca mais saí, tamanho é o amor que tenho por esta cidade”.

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