Com o lema “Esquecer é permitir. Lembrar é combater”, o Lacri (Laboratório de Estudos da Criança e do Adolescente), da USP (Universidade de São Paulo), instituiu na quarta-feira, durante debate em Franca, a primeira comissão municipal permanente contra violência e abuso sexual infanto-juvenil. O grupo trabalhará na prevenção e na elaboração do Plano Municipal Contra Violência, o qual visará o incentivo às ações de divulgação e o combate aos crimes. A comissão é formada por seis profissionais, que trabalham diretamente com famílias de adolescentes acima de 14 anos.
Segundo a secretária de Desenvolvimento Humano e Ação Social, Maria Ignêz Archetti, a proibição da palmada é uma das questões que serão trabalhadas. “É um assunto polêmico, mas que precisa ser discutido”, disse. O Lacri enviou à Câmara dos Deputados proposta de projeto de lei para proibir que os pais apliquem castigos corporais leves nos filhos, como tapinhas no bumbum e na mão. “A violência começa com um tapinha, depois ela não resolve e começam os chutes, murros e a correia”, disse Maria Ignêz.
A idéia também é alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente, que só proíbe “castigos imoderados”, como espancamentos. Deseja-se que os pais que aplicam castigos corporais leves sejam punidos como os que espancam. Maria Ignêz disse acreditar que as notificações tendem a aumentar se as escolas despertarem para o problema. “Queremos promover palestras e descobrir novos casos. A escola fica mais tempo com as crianças”, destacou.
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