‘Transferência foi precipitada’, diz secretário de Batatais


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Foram um ano e três meses de interdição. A noite de terça-feira foi a primeira que os mais de 50 presos transferidos da Cadeia do Jardim Guanabara, em Franca, passaram na Cadeia Pública de Batatais. Para o secretário de Segurança Pública da cidade, Moisés José Cocito, 66, a transferência poderia ter sido protelada. “Tinha que vir com mais calma. Vieram às pressas, sem a mínima infra-estrutura. Não havia sequer colchões”, disse Cocito. Para o secretário, a transferência de 54 presos não contribui para melhorar a situação da cadeia de Franca. “O apressamento em transferir os presos, por minha experiência que fui delegado de polícia durante 35 anos e diretor de vários presídios, não folgou nada em Franca, que ainda é pólo de discórdia, caso os presos queiram. cem presos no meio de 500 é como se fosse uma gota no oceano”. Para ele, a transferência aconteceu muito rapidamente. “Tanto é verdade, que nós tivemos que arrumar para o Estado 40 colchões. Estávamos esperando a qualquer momento, mas poderia ter ficado para a próxima semana, quando a poeira já deverá ter assentado (sic)”. A Secretaria de Segurança de Batatais chegou a fazer um pedido ao prefeito da cidade, José Luis Romagnoli (PTB), para que ele intercedesse junto às autoridades policiais de Franca, solicitando o adiamento da transferência. “Pedi para que o prefeito intercedesse para que protelasse um pouco mais. Se eles (presos) permanecessem em Franca, as vistas não precisavam se voltar para cá e nós poderíamos até ser um reforço para ajudar Franca. Então, depois que a poeira baixasse, eles viriam calmamente pra cá”. As críticas de Cocito se estenderam a delegados de Batatais. “Eu estive na cadeia, oferecendo os meus préstimos, e causou-me estranheza o fato de estar apenas um delegado de polícia de Batatais (José Arnaldo Andreotti Júnior, delegado do município e diretor da cadeia de Batatais). Penso que era um momento de solidariedade e, mesmo não sendo obrigados, os outros delegados deveriam ter comparecido. Até as mulheres dos delegados deveriam estar lá para auxiliar na recepção”.

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