A onda de ataques promovida por criminosos a serviço do PCC (Primeiro Comando da Capital), durante o fim de semana e segunda-feira, em todo o Estado, foi o principal tema da entrevista coletiva do ex-governador Geraldo Alckmin, ontem, em Ribeirão Preto. O pré-candidato do PSDB à Presidência da República esteve na região para acompanhar a Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação) e foi sabatinado com perguntas relativas à segurança pública.
Questionado pelo Comércio da Franca se o fim dos ataques era resultado de um acordo firmado entre o governador Cláudio Lembo (PFL) e o líder do PCC, (alvo de polêmica e desmentidos por parte do governo desde segunda-feira), Alckmin disse não acreditar na possibilidade. “Que acordo é esse em que o líder está fechado em uma penitenciária de segurança máxima? Que 740 integrantes da Facção estão isolados em penitenciárias? Que 132 suspeitos já foram presos? E que mais de 80 já foram mortos em embates com a polícia?”
Para Alckmin, os números seriam provas da vitória da polícia sobre o crime organizado. “Isso é resultado de uma ação firme. O governo não deve retroceder”. O pré-candidato do PSDB também criticou a burocracia que o Estado é obrigado a enfrentar para tentar conter a violência. “O governo federal criou uma lei em dezembro de 2003 que atravancou tudo. Hoje, para transferir um líder do crime para penitenciária de segurança máxima é preciso de autorização, de ouvir a Justiça, a defesa e o Ministério Público. O que aconteceu: no dia 17 de janeiro, pedimos a transferência desse líder do crime organizado (Marcola, do PCC). Até hoje, com tudo o que aconteceu, a Justiça ainda não decidiu”. Na opinião de Alckmin, a Justiça deveria decidir apenas o prazo da pena. “O local em que ela será cumprida é competência do governo, do Executivo”.
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