Três disparos e uma moto saindo acelerada, foi tudo o que os vizinhos escutaram nos primeiros minutos dessa quinta-feira. Nada de gritos. O assassino fugiu deixando jogado, debaixo de uma árvore, o corpo de uma mulher de 33 anos. Junto ao cadáver, dois papelotes contendo um pó branco, provavelmente cocaína, e os materiais escolares da vítima, que voltava da aula e já estava a poucos metros de sua casa. Marinalva Novaes Souza, a vítima, era empregada doméstica e mãe de duas filhas, uma de 9 e outra de 12 anos. Ela morava na Rua Domingos Alarcon, Jardim América, próximo à Rodoviária.
Poucos instantes após o crime, enorme contingente da Polícia Militar e uma viatura do Resgate chegaram ao local. Tarde demais para o Resgate. Pouco depois, chegaram os investigadores, que não encontraram documentos pessoais, nem dinheiro nem carteira. A roupa chamuscada, marcas de bala no peito, nas costas e na cabeça. O assassino estava determinado.
SOB INVESTIGAÇÃO
Populares moradores das imediações disseram que, até onde sabiam, ela nunca se envolveu com drogas. Uma das hipóteses com a qual a polícia trabalha é de que os papelotes podem ter sido plantados pelo autor dos disparos para confundir os investigadores. Uma fonte revelou ao Comércio que a doméstica vinha recebendo ameaças há meses e que o crime pode ter sido passional.
Um policial militar disse a reportagem que muitos crimes ocorridos nos últimos dias foram praticados por oportunistas. “Tem muita gente querendo se aproveitar do caos dos últimos dias. Acertam suas contas nesses dias em que a PM está ocupada com muitos crimes. Eles acham que as ocorrências não vão ser investigadas e que nunca vão ser presos.”
A Polícia Civil já começa a levantar todas as informações sobre a vida da doméstica. E promete chegar em breve ao assassino dessa mãe que se preparava para comemorar no domingo, ao lado das filhas, seu aniversário.
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