Sapateiros sem emprego migram para o campo


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A pequena oferta de emprego dos últimos meses na área urbana da região de Franca pode empurrar muitos trabalhadores para o campo na safra de café 2006/2007 que inicia em maio. O movimento, menor em ano de fartura de emprego na cidade, tende a crescer principalmente por conta da crise pela qual passa o setor calçadista. Segundo as contas do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Franca, são esperadas pelo menos 2 mil carteiras assinadas advindas de setores calçadistas regional. “É natural este movimento e não é de agora. Ocorre todos os anos, mas certamente este ano o movimento será mais acentuado”, prevê Sônia Aparecida de Paula, auxiliar administrativa do sindicato dos trabalhadores. Para a colheita das cerca de 1,5 milhão de sacas de café previstas para este ano, aproximadamente 15 mil pessoas serão contratadas para trabalhar direta ou indiretamente. Deste verdadeiro batalhão, as 2 mil mãos-de-obra urbanas são consideradas de baixa qualidade para o campo. Lideram no número de reclamações trabalhistas, segundo sindicato dos trabalhadores, pois consideram baixo o salário que recebem diariamente. Enquanto um trabalhador rural habituado com a lida do campo costuma ganhar até cerca de R$ 400 por mês, o migrante do setor calçadista, sem experiencia no setor, colhe menos sacas e recebe perto de R$ 300. “É natural quando se fala de mão-de-obra especializada. É o inverso do que acontece nas fábricas de sapatos”, disse Sônia.

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