A Copa do Mundo ainda não começou, mas tem gente que já adotou as cores verde e amarelo no coração e na própria casa. Quem passa pela Rua Joaquim Nabuco, na Vila Nicácio, vê uma residência com portões de grade que, sem dúvida, chamará a atenção de qualquer observador. A aposentada, são-paulina, Zulmira Arnesta Stefani, 87, de origem italiana, mora nesse lugar há 44 anos. Cansada das cores de seu imóvel, que já estavam desgastadas pelo tempo, resolveu inovar e engrossar as fileiras de torcedores da seleção de Parreira.
Em época de Copa, reforçou o verde da fachada e no lugar do branco, colocou amarelo que, segundo ela, traz muita sorte. Gastou R$ 700. A reforma começou dois meses atrás e os vizinhos gostaram das opções de cores. É inevitável não notar que em vários quarteirões da rua, não existe outra construção com a mesma, digamos, vivacidade.
Antes de finalizar a pintura, a dúvida: e o azul? Dona Zulmira não pensou duas vezes em colocar tinta azul no portão e nas duas janelas da frente da residência. “Eu gosto do verde e como vejo muita casa em amarelo achei bonito e quis trocar”, explicou com simplicidade a aposentada. “Para entrar no clima da Copa só faltava o azul e aceitei a sugestão dos vizinhos”, completou.
O toque final ainda não foi feito, comentou a filha, Luzia Stefani, 51, que também mora ali. “Falta uma segunda demão, é que o dinheiro está curto”.
O cunhado de dona Zulmira, Marcos Fernando de Souza, 44, foi quem pincelou a verdadeira “obra de arte”. Ele é sapateiro, mas está desempregado há cerca de dois meses. “Depois desse serviço como pintor, outras quatro pessoas já me chamaram para trabalhar em outras casas. A Copa pode me dar sorte”, disse Fernando. À seleção, dona Zulmira deseja que seus bons fluídos ajudem os jogadores. Um em especial. “Não acompanho muito, mas gosto de futebol e espero que o Ronaldinho Gaúcho seja o melhor”, falou com um sorriso no rosto. Ela só não quis revelar o que fará se o Brasil for o campeão da Copa da Alemanha.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.