NAS TRILHAS DA FAMA


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Realizar-se em cima de um palco, tornar-se conhecido do grande público, sair em capas de revistas, sites, jornais, ter muito dinheiro e sucesso. A profissão de dançarino, apesar das dificuldades, continua sendo o sonho de muitas pessoas. Entretanto, viver apenas da dança em nosso País não é tarefa das mais fáceis. Após derrotar mais de três mil candidatas, a ribeirão-pretana Aline Rosado, 19, é uma das novas dançarinas do grupo É o Tchan! (ao lado da outra morena Juliane Almeida e da loira Silmara Miranda). Em visita ao Comércio da Franca, na manhã de ontem, Aline falou das dificuldades que enfrentou no concurso e como é o seu dia-a-dia no grupo. “É a realização de um sonho, mas viver da dança no Brasil é muito complicado,” disse a morena. (Confira matéria ao lado). Há cinco meses no grupo baiano, Aline destina boa parte de seus rendimentos à sua família. “Minha prioridade é ajudar minha família, sempre penso no bem-estar deles”, disse. O francano Wellington Ribeiro, 19, também se desdobra para viver da dança. De segunda a sexta-feira, ele dá aulas de axé em uma academia e nos finais de semana trabalha como dançarino na banda Circuito Brasil. “É muito corrido, mas vale a pena. Danço todos os tipos de ritmo na banda e faço, em média, dez shows por mês”, afirma ele. Wellington resolveu seguir a carreira em função de uma ex-namorada. “Como ela dançava bastante, fui obrigado a aprender para acompanhá-la. Depois acabei pegando gosto pela coisa e resolvi me profissionalizar”, completa. Segundo ele, dá para ga-nhar de R$ 80 a R$ 120 por apresentação. Já o jovem Allan da Silva Monti, 22, optou pelo ballet clássico. “Minha vida é dançar, acho que nasci com esse dom”, ressalta ele, que passou sete meses estudando dança na Universidade de Música e Artes Cênicas de Mannheim, na Alemanha. (Leia matéria completa abaixo). O profissional de dança encontra um mercado restrito em Franca, tendo possibilidade de trabalhar em academias de ginástica, academias especia- lizadas ou se apresentando em bandas.

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