INDIGNAÇÃO E AÇÃO DA MAÇONARIA ANTE A BARBÁRIE EM FRANCA


| Tempo de leitura: 3 min
Os últimos quatro dias beiraram a barbárie no Estado de São Paulo. Bandidos, movidos por suas vontades primárias e sob o comando do PCC, liberaram instintos animalescos e assaltaram, arrombaram, incendiaram, assassinaram numa avalanche assustadora de urros e sangue. A sociedade, inerme e assustada, fez o que sempre faz nestas ocasiões no Brasil: trancou as portas do que fosse e escondeu-se lá dentro. A bandidagem aplaudiu-se. A comparação não tardou a vir: sob a artilharia nazista, londrinos foram às ruas, defenderam seus valores materiais e morais, ganharam uma guerra. E, por aqui, uma brisa movida a boatos varre toda a gente para dentro de casa. A polícia cumpriu o que lhe cabia fazer. E o fez na medida da capacidade técnica e logística que o Estado lhe concede. Lamentam-se os tristes contrastes: um soldado morto e um jornalista assassino confesso liberto; um ônibus incendiado e mais um deputado ‘mensaleiro’ perdoado; o comércio fechado mais cedo e o acato à política externa boliviana; alunos sem aula à noite e o império da impunidade; um policial civil assassinado e o governo fazendo acordo com o líder do PCC... Já houve inúmeras manifestações verbais. Em Franca, cada qual em seu âmbito de visão e linguagem, expuseram seu horror e repúdio dois promotores, o bispo diocesano, um juiz aposentado... Mas, há de se fazer referência a um movimento de base, que começou surdamente e principia a tomar forma e força: a maçonaria. Não é de hoje que nos encontros maçônicos vem-se discutindo a corrupção política, a impunidade, a segurança pública e o esvaziamento e ineficácia do ensino no país. Lembremo-nos da democracia norte-americana, da revolução francesa, da inconfidência mineira, do movimento republicano no Brasil, gestos e ações sob o impulso sinergético da maçonaria. Agora é hora e vez de reunir os líderes maçons e convocar aqueles que ocupam cargos de decisão na política, na segurança pública, nas relações exteriores, na educação, na saúde e exigir-lhes, a partir de seus juramentos à Ordem, postura prática de mudança. A maçonaria diz ‘não!’ e grita ‘basta!’ à barbárie que ameaça não mais a qualidade de vida dos cidadãos comuns, mas também a sua própria segurança, a sua vida mesmo e a dos seus familiares. Comecemos em casa. Que a partir de já, em cada templo maçônico de Franca, em cada sessão ordinária, façam valer os seus nobres exemplos na história mundial. Que sua arma seja a palavra, o exemplo, o ensino configurado em ação transformadora no mundo profano. Que os maçons, homens livres e de bons costumes, amparem e se coloquem de pé e à ordem ante nossos valorosos e heróicos policiais, delegados, imprensa e educadores, homens públicos e homens de bem. Não à bandidagem! Não ao PCC! Não à impunidade! Não à corrupção política! Não à covardia e conchavos! Não à barbárie! Guardemos por alguns instantes nossos estudos filosóficos e passemos à prática transformadora. Juntemo-nos a todos que queiram combater o mal que impera e impede o avanço natural e institucional. Mostremos nossa união e força e irmanemo-nos a todos aqueles que ainda acreditam numa sociedade justa, livre, igual e fraterna! Independência II Loja Maçônica

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários