Dia Mundial da Diversidade Cultural


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A importância de um diálogo profícuo e equilibrado entre os povos sempre foi uma das mais caras propostas da Organização das Nações Unidas (ONU) desde a sua criação após o término da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Àquela época, estava claro para o mundo que medidas deveriam ser tomadas por uma organização mundial que representasse todos os povos e culturas, fossem majoritárias ou não, com o intuito de se evitar que novos conflitos eclodissem no globo. Entre essas medidas, sempre se destacou que a sensibilização da opinião pública mundial sobre a riqueza da diversidade cultural seria uma das mais destacadas tarefas para se lograr a paz mundial. Contudo, esta não é e nunca foi uma tarefa fácil de ser executada. Ainda hoje, vemos uma América Latina dividida em seu intento de deixar sua condição emergente e se tornar crucial para a política, para a economia e para a diplomacia mundiais. Os embates entre árabes palestinos e judeus israelenses continuam a fazer vítimas. A intervenção norte-americana no Oriente Médio acirra os desentendimentos entre a cultura ocidental e a cultural oriental. Países como o Paquistão, o Irã e a Coréia do Norte preocupam a comunidade internacional com suas políticas de segurança nacional voltadas para a proliferação nuclear. Sem falar nos conflitos tribais africanos, que mais de um século de colonização ocidental potencializou, e nas guerras de origem étnica e/ou religiosa que ainda hoje são travadas no mundo, curiosamente conhecidas como ‘conflitos de baixa intensidade’. Diante de tal cenário, é cada vez mais urgente destacar o estabelecimento de vínculos entre as diversas culturas, de tal forma que se passe a pensar em desenvolvimento conjunto ao invés de defender o crescimento isolado e excludente das nações. E foi pensando nisso que , em dezembro de 2002, a Assembléia Geral das Nações Unidas decidiu proclamar o dia 21 de maio Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento, conclamando todos os Estados Membros, ONGs e órgãos intergovernamentais a promoverem, por meio da educação e dos meios de comunicação, a defesa do valor dessa diversidade. MARCOS ALVES é historiador, com mestrado e doutorado na área, diretor do Curso de História da Unifran, foi professor de História da América na Unesp-Franca e é autor do livro A cultura política do “batllismo” no Uruguai ; Annablume Editora

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