Ontem, por volta das 17 horas, na porta do PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador), o estudante Higor Maylon da Silva, 16, com ensino médio incompleto, tentava entregar o seu currículo na tentativa de ser selecionado pela multinacional francesa Carrefour. Sem sucesso. Tem que voltar hoje porque as portas já haviam sido fechadas para atendimento ao público. O PAT continuará a receber os currículos durante toda a semana.
Ele era um dos jovens que foram ao PAT durante o dia em busca de um emprego. “Qualquer coisa que me mandarem fazer, eu aprendo”, disse Higor, que estava acompanhado da mãe e do irmão.
Dizer que faz de tudo um pouco pode, em vez de garantir a vaga, deixar o candidato mais distante do emprego. Para pertencer ao quadro de funcionários do Carrefour, é necessário saber qual função deseja exercer e colocar no currículo as principais características. “A empresa nos disse que é necessário colocar o cargo que pretendem no currículo”, disse Nivaldo Batista de Araújo, supervisor do PAT.
Ao contrário da maioria dos anúncios de oferta de emprego, ter experiência não é exigência do Carrefour para algumas funções, como a de caixa. Embora a gerente nacional de recursos humanos, Eliana Aparecida Piziamenti, não tenha dado entrevistas, ela e as outras duas selecionadoras que vieram de São Paulo para analisar os currículos entregues ao PAT ou enviados pela internet revelaram à reportagem que a empresa analisa criteriosamente o perfil de cada um dos currículos apresentados. Somente depois desta seleção é que começa o período de entrevistas.
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