Ao mesmo tempo em que ocuparam a Fazenda Jandira, em Cristais Paulista, a coordenação regional do MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra) mantém a ocupação da Fazenda Nova Mata, de propriedade do Grupo Samello, que faz divisa com a Jandira. O trajeto entre os dois acampamentos pode ser feito a pé. As negociações entre os coordenadores e o advogado Reginaldo Luiz Estephanelli praticamente não avançaram nos últimos dias e, pelo menos por enquanto, as famílias devem continuar no local. O Grupo Samello conseguiu reintegração de posse, mas optou por negociar com os militantes para evitar que a retirada fosse traumática, uma vez que a força policial poderia ser acionada.
O MLST ocupou a fazenda na madrugada do dia 6 deste mês e até a tarde de ontem o número de sem-terra no local chegava a 300 pessoas oriundas de Franca, Cristais Paulista, Ribeirão Corrente e Restinga. Os barracos de lona foram espalhadas por todo o jardim da fazenda.
Com a ocupação da Jandira, o MLST chega a três acampamentos em Cristais Paulista. A primeira invasão ocorreu em fevereiro, quando os militantes invadiram a Fazenda Santana, vizinha à Santa Cruz, alvo de interesse dos sem-terra. A área foi avaliada pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), que deve concluir o relatório dentro de três semanas.
A expectativa do movimento é de que a Santa Cruz se transforme em um assentamento, principalmente porque os proprietários manifestaram interesse em vendê-la. Enquanto isso não acontece muitos dos acampados aproveitam para ajudar os novos militantes.
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