O medo de ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital) em Franca mudou a rotina na cidade no fim da tarde de segunda-feira.
Dezenas de lojas do Centro da cidade fecharam suas portas por volta das 17 horas orientadas pela Acif. Até os estabelecimentos instalados no Franca Shopping mandaram seus funcionários para casa mais cedo. Além disso, a escola ‘Coronel Francisco Martins‘ não funcionou. A unidade do Sesi instalada na Estação dispensou seus alunos antes do horário e cancelou as aulas nesta terça-feira. Muitos alunos da Unifran telefonaram para a universidade avisando que não iriam à aula, pois a instituição fica próxima ao Batalhão da PM. Na escola particular infantil Toulouse Lautrec, ao lado do Batalhão, suspendeu as aulas de educação física em quadra aberta e alguns pais não levaram seus filhos à aula. Em todos os casos, o mesmo motivo: o medo pela proximidade com prédios da Polícia e de presídios.
Para a polícia, a maior dificuldade é diferenciar o que é boato dos fatos reais e assim evitar a disseminação do pânico entre a população.
A rebelião no presídio do Jardim Guanabara, iniciada às 10 horas da manhã de domingo, foi controlado na manhã desta segunda-feira. Na madrugada, enquanto os presos controlavam aquela unidade, ônibus foram incendiados na cidade e casas de agentes do Estado foram metralhadas. Um policial militar está internado na Santa Casa de Franca após ser alvejado no maxilar na noite de sábado. Dois cidadãos foram atingidos por balas perdidas também no sábado.
Em Ribeirão Preto, dois policiais foram mortos na rodoviária daquela cidade. As aulas na USP-Ribeirão foram suspensas devido a ameaças recebidas pela universidade.
A rádio Difusora acompanhará ininterruptamente toda a movimentação sobre a guerra entre a polícia e o PCC. Durante toda a madrugada, os repórteres da emissora estarão circulando pela cidade para contar aos ouvintes tudo o que ocorrer.
Na edição desta terça-feira, o Comércio da Franca publicará um suplemento especial com todos os detalhes do que aconteceu em Franca e em todo o País.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.