ISTO É UM EXEMPLO PARA OS PAIS


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Lendo a matéria que falava sobre o pequeno garoto superdotado, imaginei como seria bom para a sociedade brasileira se todos os alunos ou boa parte deles tivessem pelo menos a boa vontade de aprender daquele garoto e seus pais se empenhassem para incutir-lhes o gosto pelos estudos. Estamos atravessando uma situação precária e vergonhosa na Educação e quando vemos uma criança assim, com sede de aprender, é muito satisfatório, mas infelizmente essa não é uma satisfação generalizada, tal como gostaríamos. É óbvio que certas habilidades, como essas do garoto, não podem ser exigidas e tampouco cobradas de todas as crianças, mas imaginem se dentro de casa elas recebessem um ensino particular dos pais, assim com tão poucos anos de vida, para que comecem a vida acadêmica com menos dificuldades e mais vontade de aprender, gostando de aprender e não odiando ir para a escola como acontece. Pena que na sociedade isso é muito raro. Além dos pais acharem que mandar seus filhos para a escola é “se livrar” deles por algumas horas, eles não os acompanham, não cobram tarefas, não fiscalizam deveres de casa, embora existam poucas exceções. Os pais não estão pensando no futuro dos seus filhos, estão deixando para quando estes terminarem o colegial, ou para quando estiverem prestes a prestar um vestibular. Aí verão que poderiam ter feito diferente. Mas brasileiro é assim; o futuro sempre está longe. Sempre deixa para o amanhã, e quando os jovens outrora crianças estão prestes a ingressar na faculdade sempre lhes é difícil entrar. Talvez isso seja reflexo lá de trás, da época em que ainda aprendiam o abecedário. Agora, que pelo menos um pai veja esse exemplo do pequeno Vinicius, o qual, a meu ver, não é superdotado, mas recebe acompanhamento deste pai que ensina, que investe, que aprecia a facilidade de aprendizado, que sabe que mesmo sem dinheiro é possível que haja cultura, sabedoria e aprendizado. Ana Luiza Silva é leitora do Comércio

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