Apesar de não ter competência para atuar no caso dos médicos acusados de negligenciar devidos cuidados à dona de casa Nadir Aparecida Souza de Oliveira, morta quarta-feira, o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo Regional de Franca, Marco Aurélio Piacesi disse que ao menos três fatores influenciam em casos de morte nos Pronto-Socorros do País: número de pacientes, estrutura e aparelhagem inadequadas além da falta de capacitação para atendimento de urgência e emergência de alguns profissionais. Piacesi afirmou também que em Franca a categoria tem enfrentado resistência em relação às internações. “A Santa Casa criou nos últimos meses uma situação na qual os médicos do serviço público têm uma dificuldade extrema em encaminhar um paciente para internação”, disse. “A impressão que tenho é que até esta resistência influencia em problemas parecidos como o que ocorreu de morte”.
Piacesi disse que em casos como o que marcou a última semana cabe ao CRM tomar providências. “O Sindicato fica, sim, preocupado com ocorrências do tipo, mas cabe ao Conselho Regional de Medicina apurar as denúncias”, disse. A Secretaria de Saúde de Franca já abriu procedimento para apurar a suposta negligência. Nadir de Oliveira morreu quarta-feira na Santa Casa de insuficiência renal depois de ser atendida quatro vezes no Pronto-Socorro “Doutor Janjão” em um período de sete dias. A família alega que a morte ocorreu porque os médicos não quiseram interná-la.
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