Começam nesta segunda-feira as entrevistas que selecionarão 294 funcionários para o Carrefour. Os interessados poderão remeter o currículo pela internet ou entregá-lo diretamente no PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador) de Franca. Como a procura deve ser muito grande, o supervisor regional do posto, Nivaldo Batista de Araújo, prevê problemas. Ele disse que não há espaço físico suficiente exigido pelo Carrefour para realizar as entrevistas que selecionarão os candidatos. Para ele, as filas serão inevitáveis já no recebimento dos currículos, que serão recolhidos na sede do PAT entre 8 horas e 17 horas. “Sem nada ser divulgado, já recebemos mais de 500 currículos. Agora, esse número deve ser multiplicado várias vezes”, disse o chefe do posto (veja no quadro ao lado as funções e o número de vagas).
Ele está preocupado porque o posto não conseguiu atender aos pedidos da multinacional francesa. O Carrefour quer ao todo quatro salas: uma, com cadeiras de espera com capacidade para 60 pessoas para a seleção inicial dos candidatos e dos currículos; a outra, com 40 carteiras escolares divididas e mais três divisórias, para as entrevistas individuais.
O hipermercado quer também duas amplas salas para dinâmicas em grupo e mais oito funcionários, entre atendentes, psicólogos e pedagogos, fora os que virão de uma agência de Ribeirão Preto especializada em selecionar funcionários. Outra dificuldade será encontrar dois computadores ligados à internet com banda larga, também pedidos pelo Carrefour. “O único que tem no PAT, o que eu uso na minha sala, está quebrado”, afirmou Araújo. Muito distante da estrutura ideal e com centenas de interessados que devem procurar o posto, a confusão pode se instalar nessa segunda-feira no PAT.
PROBLEMA ANTIGO
A falta de estrutura e espaço físico no PAT, órgão do governo estadual, é um problema do sem solução a longo prazo. Instalado no prédio de propriedade da Fundação Civil Casa de Misericórdia, alugado à prefeitura, o PAT não tem sede própria e chegou a ter algumas das suas instalações desfeitas em 19 de abril. De acordo com Nivaldo, à época, o secretário de Governo teria começado o “desmanche” do local sem prévio aviso. Por ordens suas, funcionários da Secretaria de Obras entraram no local começaram a retirar portas e divisórias do almoxarifado e uma pia montada na cozinha. Móveis e equipamentos foram tirados da sala e colocados no corredor, sem qualquer consulta, o que irritou os funcionários do posto. Após muita polêmica, as obras foram suspensas pela prefeitura e o PAT continuou funcionando no local, mas sem instalações adequadas.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.