Buscar votos fora da cidade é a estratégia que orientará a campanha da maioria dos candidatos a deputado de Franca. Postulantes a uma cadeira na Câmara Federal e na Assembléia Legislativa do Estado parecem ter aprendido que votos de um só município quase sempre são insuficientes para a conquista de uma cadeira de deputado e, cada um a seu modo, já traçam planos para conchavos e alianças que ultrapassem os limites geográficos francanos. Mas, à moda antiga, ainda há quem aposte apenas nos votos caseiros para se eleger.
O plano é simples: contar com uma votação significativa no reduto eleitoral de origem e garimpar poucas, mas variadas colaborações em outras cidades. “Espero obter 40% dos meus votos em Franca e 60% fora daqui”, disse o ex-prefeito de Franca por oito anos Gilmar Dominici, pré-candidato à deputado federal. O petista disputará os mesmos votos que o pré-candidato pelo PSB Marco Aurélio Ubiali. O médico é outro que pretende contar com os votos do eleitorado francano que o colocou em segundo lugar na última eleição para prefeito, mas não se limitar a eles. “Espero me infiltrar em todo o Estado por ter o apoio da Federação Estadual das Apaes”.
Ubiali e Dominici têm companheiros com a mesma intenção de ocupar uma cadeira na Câmara Federal e estratégias totalmente diferentes. O pré-candidato pelo PSC, Clarindo Ferraciolli, o Belão, é um deles. O francano ex-prefeito de Restinga por três mandatos trocou de legenda - antes era do PMDB - para tentar pegar carona na votação de outros candidatos do partido e alcançar uma vaga mesmo conquistando poucos eleitores. “Gastando sola de botina e muita saliva”, deseja ocupar uma cadeira na Câmara Federal. “Sou francano de nascimento e tenho muita ligação com a cidade. Espero obter 50 mil votos na cidade e na região.
Seria o suficiente para me eleger”, disse. Belão possui pouca projeção mesmo na região. Seu reduto eleitoral é a agradável e pequena Restinga, com seus cerca de 4.500 eleitores.
Colaborou Marcos Junqueira
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.