Gilmar Dominici (PT) tem experiência em eleições desde 1988, quando se elegeu vereador pela primeira vez. De lá pra cá só perdeu uma disputa, em 1994, quando não conseguiu votos suficientes para chegar à Câmara dos Deputados. Vacinado contra candidaturas pára-quedistas, ele avalia que são vários os motivos que levam alguém a se candidatar, mesmo sabendo que suas chances de eleição são remotas.
No entanto, reconheceu que não é fácil convencê-los do contrário. “É difícil alguém aceitar que não tem chances de vencer uma eleição. Entram vaidade pessoal, pressão do partido e muitos outros elementos”, diz, embora evite citar nomes de concorrentes em potencial em Franca.
Segundo o ex-prefeito, não são apenas os pára-quedistas que atrapalham os que possuem chances reais de eleição. “Muitos saem para somar votos para o partido, o que ajuda na totalização que define o número de cadeiras de cada legenda no Parlamento. É legítimo, mas divide votos e prejudica a cidade”, disse, referindo-se aos que trabalham especificamente para o partido, e não necessariamente para a cidade.
A SOLUÇÃO
Gilmar acredita que a cláusula de barreira pode levar as legendas minúsculas à extinção. “Nas próximas eleições, partido que não tiver 2% de votos nas eleições majoritárias e proporcionais não poderão ter legenda”. Embora faça restrições a candidaturas consideradas nanicas, o ex-prefeito de Franca evitou atritos com o pré-candidato do PV, o historiador José Chiachiri Filho, quando este diz que o eleitor está cansado dos mesmos políticos que lutam por sua preferência. “Tenho um bom relacionamento e apreço por ele. No entanto, quando se está num partido menor, é mais difícil se eleger porque, às vezes, a legenda não atinge os votos do quociente eleitoral. Não sei se esse é o caso do PV, que é um partido mais atuante, mas todo cuidado é pouco”.
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