Alunos protestam e merenda deve voltar

Menos de 12 horas após o protesto dos alunos do período noturno da Escola Estadual “Michel Haber”, no Jardim Paulistano II, a secretária municipal de Educação, Leila

13/05/2006 | Tempo de leitura: 2 min

Alunos da escola “Michel Haber” protestam, na noite de quinta, contra má qualidade da merenda: “Nem só de pão vive o homem”, satirizava um cartaz. Secretária municipal de Educação promete melhorar a refeiç&
Alunos da escola “Michel Haber” protestam, na noite de quinta, contra má qualidade da merenda: “Nem só de pão vive o homem”, satirizava um cartaz. Secretária municipal de Educação promete melhorar a refeiç&
Menos de 12 horas após o protesto dos alunos do período noturno da Escola Estadual “Michel Haber”, no Jardim Paulistano II, a secretária municipal de Educação, Leila Haddad, informou que no máximo em 15 dias a escola receberá uma nova merendeira. A secretária afirmou que a prefeitura está contratando profissionais da área e disse ainda que, apesar de não ser obrigação municipal, continuará repassando a merenda a alunos do ensino médio. “Nem só de pão vive o homem”. Essa foi apenas uma das frases estampadas em cartazes que compunham a manifestação dos alunos da “Michel Haber”, que se recusaram a voltar às salas de aula após o intervalo na noite de quinta-feira. A manifestação dos estudantes ocorreu pela má qualidade da merenda distribuída, que, de acordo com eles, se reduz a um “pão duro e seco” (veja mais detalhes em texto nesta página). Na manhã de ontem, a reportagem do Comércio entrou em contato com Haddad, que explicou possíveis motivos pela falta da merendeira na escola. De acordo com a secretária de Educação, 15 merendeiras se aposentaram desde o início da administração Sidnei Rocha (PSDB) e outras em número não informado morreram. “Houve um déficit no número de profissionais que deve ser sanado com contratações do último concurso público”. Haddad disse que novos profissionais estão sendo admitidos, mas o processo deve levar ainda cerca de 15 dias. Por isso, enquanto as contratações não são finalizadas, a saída encontrada pela prefeitura foi enviar “sanduíches” às unidades escolares desprovidas de merendeiras. Mas, alunos e professores da escola “Michel Haber” foram unânimes em afirmar: só recebem pães. Perguntada se é real a possibilidade de suspensão da merenda para esses alunos, hipótese que admitiu já ter sido discutida pelo Conselho Municipal de Merenda, Leila Haddad negou. “Não vai acontecer. Não existe essa disposição”. OBRIGAÇÃO A Secretaria Estadual de Educação confirmou que as verbas, estaduais e federais, repassadas aos municípios são restritas ao ensino fundamental e pré-escola. Portanto, de fato, conforme disse a secretária, não há obrigatoriedade no fornecimento da merenda por parte da prefeitura ao ensino médio. Existem reivindicações de extensão dos repasses, mas com poucos avanços.

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