Saúde abre procedimento e apura suposta negligência


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A Secretaria de Saúde de Franca abriu procedimento para apurar a denúncia de suposta negligência feita pela família de Nadir Aparecida de Souza de Oliveira, 45. A dona de casa morreu quarta-feira na Santa Casa por insuficiência renal depois de ser atendida quatro vezes no Pronto-Socorro “Doutor Janjão” em um período de sete dias. A família alega que a morte ocorreu porque os médicos não quiseram internar Nadir. De acordo com o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, uma comissão foi nomeada concomitantemente às investigações realizadas pela Divisão de Auditoria Interna da Prefeitura. Ambas pretendem levantar informações sobre o histórico de entrada da dona de casa no PS. A demora pelo entendimento de que Nadir precisava ser internada é o motivo pelo qual a família denunciou o caso à polícia. Mas segundo Alexandre Ferreira, preliminarmente, as primeiras informações dão conta de que os procedimentos adotados pelos médicos foram os de praxe. “No último dia, ela estava com uma clínica diferente dos primeiros atendimentos. Pressão arterial diferenciada, não respondia à medicação. Nas outras vezes (três primeiras), ela foi medicada, melhorou e foi embora”, disse o secretário. A “triagem” realizada pelo PS e contestada pela família é o que vem desagradando aos usuários do SUS (Sistema Único de Saúde). Nadir não teria sua internação aceita pela Santa Casa, pois o diagnóstico era de cólica renal, “insuficiente” para abrir um leito naquela instituição.

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