Difusora e ‘Comércio’ unem familiares depois de 27 anos


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Os irmãos Namira Aparecida Otim, de São José do Rio Preto, José Luiz Arruda, de Paulínia, e Nara Mônica Arruda, de Campinas, jamais esquecerão o dia de ontem, 12 de maio. Depois de 27 anos, os três conseguiram contato com o sobrinho, o sapateiro João Marcos Sousa, 33, morador do Jardim Seminário em Franca. João, que foi criado pelo casal Maria Aparecida e Joaquim de Souza, é filho biológico de Nadir Mônica Leme, mais conhecida como Monalisa, que continua desaparecida. Sua família não tem notícias suas há quase 30 anos. Ele foi cirado por O contato entre os familiares foi possível graças à audiência da rádio Difusora AM (1.030 kHz) e à matéria publicada ontem pelo jornal Comércio da Franca. A história começou quando Nara ligou para a rádio e fez um apelo para encontrar a irmã. Sua mãe Rosa Arruda, 79, sofreu um AVC (ataque vascular cerebral), está acamada, com dificuldades para falar e deseja reencontrar a filha. A única pista era que Monalisa, que saiu de sua casa casa em São José dos Campos quando ainda jovem, teria vindo para Franca. A apresentadora da rádio, Cintia Flávia, falou sobre o caso no programa Hora do Cacete, do radialista Marcelo Valim. O jornal, em busca de maiores informações, ligou para Campinas. João ouviu o apelo para encontrar sua mãe e entrou em contato com a emissora. O Comércio fez as ligações entre tia e sobrinho. “Minha mãe foi embora quando eu tinha seis anos e me deixou com uma família. Estou com eles até hoje, mas sempre procurei por ela”, disse. Além de João, Monalisa também abandonou outro filho, o hoje mecânico Solon Fabiano de Sousa, 35. Ontem, ao descobrir o telefone da tia, João não perdeu tempo. “Liguei para Campinas, mas não tive a sorte de falar com ela. Conversei com o marido dela e passei o meu telefone. Saí para trabalhar e depois soube que outros dois tios me ligaram”, disse. José Luiz, inclusive, teria manifestado o desejo de viajar de Paulínia a Franca, distantes cerca de 280 quilômetros, para ver o sobrinho. “Achava que nunca seria possível. Toda hora choro. Foi uma benção. Ainda não acredito que conseguirei unir parte da família. Minha mãe ficará muito feliz ao saber que reencontramos os seus netos”, disse, emocionada, Nara. Ela pensa em contar a novidade para a mãe, depois de acertar o encontro com o sobrinho. “Tenho medo da reação dela. Será muita emoção para uma senhora doente”, completou. Além desse caso, a reportagem também retratou o sonho de Aparecida de Almeida Rangel, 70, de São Paulo, de reencontrar seu filho, José Donizeti Rangel, 49, que supostamente estaria morando nos predinhos do City Petrópolis em Franca. A reportagem procurou por Rangel no local, mas não o encontrou.

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