Polo em família


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O galope de um cavalo da raça PSI (puro sangue inglês), o desafio em acertar uma bola pouco maior que a usada no tênis e o amor por animais. Tudo isso faz parte de um esporte praticado na Ásia desde o ano 600 a.C e ocidentalizado com a dominação britânica na Índia no século XIX. Em Franca e região, o passatempo para cavaleiros chegou há mais de meio século. O pólo une esportistas de diferentes idades e transformou-se em uma atividade familiar. É o caso do criador de animais de grande porte Caio Ribeiro de Andrade, 52, e seu filho, André Almeida, 20. Eles moram em Restinga e a paixão pelos animais é tanta que atualmente os dois cuidam de quase uma centena de cavalos. O interesse da família pelo pólo começou com o avô de André, que viu os cunhados jogando em um clube de Franca. Há 30 anos, a segunda geração, representada por Caio Andrade, adotou o esporte. Após se envolver, o criador decidiu adestrar animais exclusivamente para o esporte. “Esse é um trabalho que exige paciência, são três anos pelo menos”, definiu. Tendo nas mãos a possibilidade de “moldar” os PSIs, pai e filho decidiram criá-los não só para a venda, mas também para serem utilizados por eles em torneios. Atualmente, André e Caio se juntaram a outros dois amantes da mesma paixão, os irmãos Miguel e Oswaldo Sábio de Mello, e neste ano montaram a equipe Franca. O resultado é que hoje eles brigam por uma vaga na final da Copa Christofle, no Clube Helvetia, em Indaiatuba. Esse é um dos lugares mais importantes do Brasil nesse esporte. Existem mais de 30 campos, cada um medindo cerca de 39 mil metros quadrados. Diante desse cenário, os cavaleiros enfrentarão o time Rio Pardo, mantido pelo empresário e dono de restaurantes Ricardo Mansur, membro da família que um dia foi proprietária do Mappin e da Mesbla. “O pólo é apaixonante e competir faz parte dessa paixão”, disse André. Apesar de todo o glamour, ele explica porque a modalidade está longe de ser popular. “Mesmo para quem começa, praticá-lo é caro”. Exemplo disso é que cada cavalo custa, pelo menos, R$ 1,5 mil. “Ainda tem a alimentação e o salário de um funcionário para cuidar dos cincos animais exigidos por jogo. Cada taco - só existem importados -custa R$ 150 e para cada equipe são necessários dez, em média”, revelou.

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