Rivalidade chega aos microfones


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A primeira partida entre Mariner/Unimed e Joinville rendeu várias mesas-redondas nos programas de rádio de Joinville durante toda a quinta-feira. A rivalidade foi transferida das quadras para os microfones. Na emissora Transamérica FM, por exemplo, os locutores comentavam o confronto de quarta-feira, encerrado com a vitória do time da casa. O basquete é uma febre na cidade, mas é novo por aqui. O curioso mesmo, é o total desconhecimento quanto às regras do jogo. Em dado momento, um dos participantes justificou o bate-boca entre Alberto Bial e Hélio Rubens Garcia como culpa de um repórter francano. A discussão teria se originado com a denúncia de um repórter de Franca - alegadamente falsa para os catarinenses -, de que uma tampinha de garrafa havia sido atirada em quadra pela torcida. Foi a deixa para um verdadeiro carnaval. O rapaz disse, entre outras coisas, que os profissionais de imprensa de Franca não têm ética e são amadores. Pior: declarou que tal ato - alusão ao objeto atirado em quadra - rende falta ao técnico quando o correto é falta técnica. Inconformados, os radialistas contataram o técnico de Joinville, Alberto Bial, para apoiar suas teses. Calmamente, ele explicou que foi um lance confuso, negou a discussão com Hélio Rubens e declarou que o clima quente faz parte de um playoff de Brasileiro. Aos poucos, os argumentos foram perdendo força e Bial encerrou sua fala dizendo que o torcedor da cidade teria ontem outro belo espetáculo de basquetebol. O que os repórteres catarinenses não contavam é que os profissionais das três rádios de Franca (Difusora, Imperador e Hertz) estavam ouvindo o debate. O veterano narrador Jovassi Corrêa Dias ligou para a emissora e pediu para participar da conversa. Educadamente, elogiou o programa, os profissionais que o apresentavam e disse que Joinville se prepara para ser uma grande força do basquete nacional. Mas, também “provocou”. “Vocês não podem se esquecer que Franca é a cidade mais vitoriosa do basquete nacional. Tem mais títulos que qualquer outra e, acima de tudo, respeita todos os adversários”, disse. Sem graça, o apresentador elogiou os profissionais, que instantes antes criticara, em uma mudança drástica (e rápida) de opinião e até ofereceu camisetas aos francanos. No fim, vitória da liberdade de expressão. Como tem que ser.

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