‘Até parecia que fui eu que morri’, diz assassino


| Tempo de leitura: 1 min
Cristiano José da Silva, o assassino confesso do advogado Rogério, tem apenas 22 anos de idade. Foi condenado a 34 anos por roubo e está preso na penitenciária de Serra Azul (SP). Disse à reportagem do Comércio ter se convertido “a Jesus” e que se sente livre. Comércio da Franca - Como tudo aconteceu? Cristiano - Foi uma fatalidade. Queríamos apenas o carro. Nossa intenção não era matá-lo. Passamos pela rua e vimos o advogado conversando diante da casa com uma mulher. Eu não estava drogado. Cheguei e anunciei o assalto. A arma estava engatilhada e acabou disparando. O tiro acertou a cabeça dele. Comércio - E depois? Cristiano - Ele caiu no chão. Fiquei apavorado. Minha mente escureceu na hora. Até parecia que fui eu que morri. Meu irmão e eu fugimos. Chorei abraçado com ele. Comércio - Imaginava que a polícia descobriria que foi você? Cristiano - Não esperava, mas estamos sujeitos a tudo. A gente sem Deus é como cego no tiroteio: não sabe para onde vai. O diabo vem para matar, roubar e destruir. Ele usa a gente. Depois do episódio, me converti na penitenciária. Conhecia a palavra de Deus na rua. Apenas me reconciliei na cadeia. Fui condenado a 34 anos, mas nem parece que estou preso. Me sinto livre, o amor de Deus é muito grande. Comércio - O que diria à família da vítima? Cristiano - Gostaria de pedir perdão e dizer que foi uma fatalidade. Eles (familiares de Rogério) estão presentes em todas as minhas orações. Peço a Deus que conforte o coração da mãe dele. Não é fácil perder um ente querido. Peço desculpas. Estou arrependido.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários