OAB pretende homenagear Polícia Civil


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A subsecção de Franca da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) atribui a prisão dos acusados do assassinato do advogado Rogério Tadeu de Carvalho ao trabalho desenvolvido pelo delegado Wanir José da Silveira Júnior. O presidente da OAB local, Marco Aurélio Gilberti Filho, estuda uma homenagem para o titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). “Um trabalho eficiente e que merece ser reconhecido”, disse. Apesar de negar que a OAB tenha feito pressão para para que o caso fosse esclarecido rapidamente, Gilberti admitiu que diversos ofícios emitidos pela OAB Franca foram enviados para as Secretarias Estaduais da Segurança Pública e Administração Penitenciária. “Houve sim um acompanhamento de uma comissão formada por dois advogados, com o objetivo de observar todos os passos da investigação, mas sem qualquer interferência”, disse. Para ele, a OAB cumpriu um dever. “Fizemos simplesmente o que todas as categorias profissionais deveriam fazer: defender seus membros. Nós temíamos que o crime tivesse alguma motivação relacionada com a atividade de advogado, o que não podemos aceitar em hipótese alguma”. Desde o crime, na noite de 12 de agosto de 2004, a entidade exigia a prisão dos assassinos. No dia do velório, na Casa do Advogado, sede da OAB local, foi emitida uma nota de repúdio pelo órgão. “É hora de dizer basta. Medidas devem ser tomadas para que tais atos sejam coibidos”, dizia a nota. Os advogados suspeitavam que o crime teria alguma relação com a atividade, pois Rogério era criminalista. Na mesma semana em que Rogério Tadeu de Carvalho foi morto, o advogado Cláudio Delmolin de Oliveira foi brutalmente assassinado dentro do escritório, supostamente por integrantes do PCC, em Santo André, na Grande São Paulo.

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