“Nossa obrigação é esclarecer o crime”, diz Wanir


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A morte de Rogério Tadeu de Carvalho ganhou repercussão em todo o Estado. Pressionada, a Secretaria de Segurança Pública chegou a determinar um prazo para a Polícia Civil local esclarecer o crime. “Recebemos pressão de alguns órgãos, mas preferimos manter o inquérito sob um certo sigilo. Fizemos nosso trabalho com muita cautela. Nossa obrigação é esclarecer o crime e não dar uma desculpa à sociedade”, disse o delegado Wanir José da Silveira Júnior. Rogério Tadeu de Carvalho era sobrinho do promotor Décio Piola e do advogado Moacir Piola. Seus dois irmãos também são advogados. A presidência da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), subsecção de Franca, emitiu nota pública repudiando o assassinato e exigindo providências das autoridades. Familiares da vítima enviaram ofícios ao então governador Geraldo Alckmin (PSDB), ao secretário de Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho, e ao delegado-geral de Polícia, Marco Antônio Desgualdo, pedindo atenção especial ao caso. Desde o início do ano, a DIG já conhecia os autores do assassinato. Faltava apenas encontrar provas para denunciá-los, o que foi feito durante a semana. A prisão dos executores do crime não encerra a apuração do caso. A polícia acredita que outras duas pessoas tenham dado cobertura para os irmãos tentarem roubar o carro do advogado e trabalhará para prendê-los. A intenção dos criminosos era levar o veículo da vítima para assaltarem um sítio na zona rural de Ibiraci. Conduzida pela equipe anti-homicidios, a investigação também contou com a participação do delegado Eduardo Lopes Bonfim e de todos os investigadores e escrivães da DIG. “O mérito é de toda a equipe”, disse Wanir.

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