‘Eu não fazia por querer fazer’, diz pastor que abusou de três crianças


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O pastor evangélico Cláudio Lopes, 52, foi preso na terça-feira pelos agentes da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Franca acusado de abusar sexualmente de uma criança de apenas 10 anos de idade. Em entrevista à rádio Difusora AM, o pastor da igreja “Seguidores de Jesus Cristo”, no Jardim Cambuí, que também responde por outros dois crimes da mesma natureza, deu detalhes sobre como abordava suas vítimas. Lopes é casado e pai de três filhos. Comércio - Como tudo aconteceu? Cláudio - Me dá um branco na hora... E me recupero dois, três minutos depois de fazer as coisas (abusos sexuais). É que eu tinha um problema de relacionamento com a minha mulher. Ela não é culpada, mas sim eu. É que eu perdi a vontade sexual com ela. Isso aconteceu de uns quatro, cinco anos para cá. Ela tentou me ajudar muito, mas aí eu não dei conta mais... O que eu fiz com as meninas não é para fazer sexo. É que me vem na mente e na hora. Eu faço o que não devia e depois fico desorientado. Comércio - Você pediu perdão a Deus? Cláudio - Claro. Estou na igreja sem exercer a função de pastor, pedindo perdão. Tenho ido a outras igrejas também pedir perdão. Liguei para outros pastores pedindo ajuda e eles têm ido à minha casa orar e me ajudar. E eu estou acreditando na providência divina. Comércio - Como aconteceu o primeiro caso? Cláudio - Eu tinha uma sorveteria e a menina foi pegar sorvete. Quando fui tirá-lo da geladeira eu esbarrei nos seios dela. Com força, mesmo: umas duas vezes. Mas sem intenção de fazer sexo com ela. Ela tomou sorvete na mesa com a gente. Ela tomou o sorvete, rindo, ao lado dos meus filhos. Pouco depois que ela foi embora, a Polícia chegou. Ela disse que eu havia passado a mão nos seios dela. A mão, não. Foi o braço, mesmo. Comércio - E o segundo? Cláudio - Eu estava em casa em um dia de manhã com uma menina que considero uma sobrinha. Aí ela brincava de esconde-esconde. Quando ela entrou correndo na sala e pediu para que eu escondesse ela dos meninos. Foi quando eu levantei, abracei e beijei ela na boca. Comércio - E o terceiro caso? Cláudio - Eu havia saído da igreja com uma menina de 11 anos sentada no cano da minha bicicleta. E quando eu pedalava, minhas pernas encostavam nas dela. Quando a deixei na porta de sua casa, em vez de beijar o rosto, beijei a boca dela. Comércio - O senhor passou a ter atração sexual por crianças? Cláudio - Não é atração sexual. Eu não sinto desejo de fazer nada com as crianças. O que faço são carícias. É como se fosse uma brincadeira... mas é de mau gosto. Comércio - Como o senhor se sente depois que tudo veio a público? Cláudio - É difícil demais porque agora que caí em si (sic) depois de procurar dois psicólogos e eles disseram que a situação é muito difícil. Eu não fazia por querer fazer. Não era nada planejado. Comércio - O senhor está arrependido? Cláudio - Claro que eu estou arrependido. Se fosse para fazer de novo, não faria. Peço perdão às famílias das vítimas.

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