Novo visual e nova versão de Edna


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Sob vaias e gritos de “assassina”, Edna chegou ao Fórum de Batatais por volta das 8h30. Se apresentou com unhas compridas e bem cuidadas, pintadas com esmalte branco e, agora, com cabelos longos. Na época em que foi detida na Cadeia Pública de Altinópolis, teve a cabeça raspada depois de ter sido espancada por um grupo de 80 detentas que estouraram o cadeado da cela em que ela estava presa e a espancaram com pedaços de pau e pedras. Com fratura no crânio e cortes que lhe renderam 150 pontos na cabeça, conseguiu sobreviver. Vestindo uma blusa estampada com mangas longas e enfeitada com um grande par de brincos prateados, algemada e escoltada por dois policiais militares, Edna permaneceu olhando para baixo praticamente durante todo o tempo. Durante o seu depoimento, em voz baixa, Edna respondeu, prontamente, a todas as perguntas feitas pela juíza, pela Promotoria e pela defesa. Em sua nova versão, Edna narrou um namoro conturbado, repleto de agressões e ameaças. “Ele me judiava muito e eu não queria mais ficar com ele, então eu tinha colocado um ponto final no relacionamento e ele não aceitou, disse que se eu não fosse dele, não seria de mais ninguém”. De acordo com ela, foi o medo das ameaças que sofria que a levou a assumir a participação no crime na época em que aconteceu. “Eu quis sair da casa, mas não teve como. Eu abaixei no chão e comecei a chorar, com medo dele. Ele disse que se eu não assumisse, ele mataria eu e minha filha”, disse. O promotor Eduardo Pereira de Souza Gomes pediu a condenação de Edna por, no mínimo, 118 anos, por cinco homicídios qualificados, duas tentativas de homicídio qualificadas e um aborto.

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