MP só se pronuncia após inquérito da polícia


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O Ministério Público de Franca aguardará a conclusão do inquérito da Polícia Civil para, só após, saber quais providências tomará em relação ao episódio envolvendo a sapateira Nadir de Oliveira, morta depois de passar pelo PS “Janjão”. O caso será investigado pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) e tem 30 dias para ser finalizado. A promotoria criminal depende do fim do inquérito para poder denunciar ou não eventuais responsáveis à Justiça. Para o promotor Paulo Alvarenga, a omissão de socorro pode estar descaracterizada, já que não foi negado atendimento na unidade médica. A afirmação, porém, foi feita sem conhecimento de causa, a partir de relatos feitos pela reportagem. Mesmo que não tenha ocorrido a omissão, isto, no entanto, não extingue possível ocorrência de imperícia ou negligência dos profissionais que atenderam Nadir. Caso a Polícia Civil conclua por esse caminho, a promotoria pode denunciá-los à Justiça por homicídio culposo. Na DDM, o inquérito já foi instaurado. As investigações começarão, segundo a delegada Fabiana de Paula, pelo prontuário da paciente. Serão chamados a depor todos os médicos e auxiliares que estiveram em serviço nos dias 4, 6, 7 e 9, quando Nadir passou pelo “Janjão”. Um perito-médico da Polícia Civil analisará os procedimentos realizados e suas conseqüências para a paciente. “Ainda não tenho nada além do histórico do boletim”, disse a policial.

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