Dia de fazer justiça


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Imagem recente da casa da família Faccion que foi palco da morte de quase todos os seus membros: hoje, responsáveis começam a ser julgados
Imagem recente da casa da família Faccion que foi palco da morte de quase todos os seus membros: hoje, responsáveis começam a ser julgados
O julgamento de Edna Emília Milani, acusada da co-autoria no assassinato de cinco pessoas da mesma família e de duas tentativas de homicídio em Batatais, começa hoje. O crime aconteceu na madrugada de 26 de março de 2002, no Jardim Alvorada. Edna, seu ex-namorado Carlos Fabiano Facion e um menor com 13 anos na época, foram detidos pelos crimes. Todas as vítimas eram da família de Facion. Foram mortos os pais, Maria Aparecida da Silva e Carlos Roberto Facion, e três irmãos, Elaine Cristina, grávida de 9 meses, Lucas, de 14 anos, e Tália, de 4. Outras duas crianças ainda foram agredidas, o irmão Luís Henrique, então com 7 anos, e a neta Laira (filha de Elaine) com apenas 3, perderam massa encefálica, mas sobreviveram. Atualmente o garoto vive com uma tia e a menina com o pai. A família foi executada com golpes de barra de ferro e facadas. O crime ocorreu por desavença familiar, pois os parentes de Facion não concordavam com o romance do rapaz com Edna, que tinha passagem na polícia por tráfico de drogas. Na época, Edna tinha 20 anos e Facion estava com 24. O menor teria participado do crime em troca de meio quilo de maconha (cerca de R$ 250). No dia do crime, Fabiano foi preso poucas horas depois, com Edna, em uma casa na Vila Lídia, bairro próximo ao local da chacina. A polícia suspeitou das manchas de sangue nas roupas dos dois. Todos confessaram participação na chacina na época e não alegaram arrependimento. Agora Edna alega inocência, dizendo que o ex-namorado a teria ameaçado, pois foi levada à residência sem saber das intenções dele. Facion diz que foi Edna quem planejou o crime. Ele foi levado para a cadeia de Franca, onde foi espancado por outros detentos. Depois, foi transferido para uma cela isolada na cadeia de Itirapuã. Atualmente está no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Ribeirão Preto, onde aguarda julgamento. Edna, que na época foi detida na Cadeia Pública de Altinópolis, quase morreu espancada por um grupo de 80 detentas. Elas estouraram o cadeado da cela em que ela estava presa e a espancaram com pedaços de pau e pedras. Com fratura no crânio e cortes que lhe renderam 150 pontos na cabeça, conseguiu sobreviver. Transferida para a Cadeia Feminina de São Simão, é de lá que ela será levada hoje para o julgamento em Batatais. O menor foi condenado a internação na Febem por três anos. Solto no ano passado, poucos meses depois, em outubro, foi detido novamente por assaltar um supermercado no bairro Central Park, em Batatais. ESQUEMA Para garantir a segurança, a juíza da 1ª Vara Criminal de Batatais, Simone de Figueiredo, baixou uma portaria que estabelece regras para os dias do julgamento, cuja previsão é ocorrer hoje e amanhã, mas pode se estender (leia texto ao lado).

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