Secretário elabora ação para o PS


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O Secretário da Saúde está feliz com melhoria nas UBS e promete investir no “Janjão’’
O Secretário da Saúde está feliz com melhoria nas UBS e promete investir no “Janjão’’
O secretário da Saúde, Alexandre Ferreira, disse ontem que está feliz com a melhora no atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, mas reiterou várias vezes que sabe que há muito trabalho ainda a ser feito. “Comemoro, claro, os bons resultados, mas não perco o foco. Temos muita, mas muita coisa pela frente”, disse ele. O significativo ganho na qualidade do atendimento, para o secretário, foi resultado de um trabalho em equipe. Para ele, o engajamento do servidor público, que acreditou e se engajou na proposta de melhoria, foi fundamental. “Nossa contrapartida foi dar respaldo para esse servidor. Nós procuramos parar para ouvi-lo, saber o que está acontecendo, onde podemos interferir para melhorar a rotina, o ambiente de trabalho. O profissional que atua com esse apoio trabalha melhor”. No longo caminho que vislumbra pela frente, o secretário disse que o primeiro passo é colocar em prática uma campanha maciça de educação para os usuários das UBS. “Vamos ensinar a população a usar os serviços do SUS. Vamos orientá-la sobre o que tem em cada unidade, nos prontos-socorros, no NGA”, disse o secretário. A informação, na opinião do secretário, vai ajudar a manter um atendimento melhor equacionado em cada uma das unidades, evitar frustrações no atendimento e desafogar alguns pontos nevrálgicos, como é o caso do Pronto-socorro “Dr. Janjão”. “Lá o problema é grande. Para começar a melhorar, estamos definindo um plano de prioridades no atendimento”, disse. O secretário explicou que a idéia é dividir, claramente, o atendimento no PS em quatro níveis. A prioridade seria dada para os conhecidos casos de urgência, ou seja, aquele paciente que chega e tem que ser atendido na hora. “Esse deve ser passado na frente dos demais. É o caso do acidentado, da pessoa que está sofrendo uma crise de hipertensão, foi baleado. Enfim, são pessoas que, se não forem passadas na frente, morrem”. A segunda prioridade será dada a casos que carecem de atendimento rápido, entre 10 e 15 minutos, mas não são uma situação desesperadora. “É o típico caso do paciente que tem cólica de rim. Quem já teve, sabe que é horrível. O paciente não agüenta ficar meia hora esperando”. O terceiro nível de urgência engloba os pacientes que estão com dor, mas suportável por até uma hora. “O jogador que torceu o tornozelo na partida, por exemplo”. O quarto nível são os casos mais corriqueiros, mas que representam boa parte do movimento do Janjão. “São aqueles que podem esperar por uma hora e meia por um curativo, por exemplo”. Outro ponto de “ataque” do secretário será o NGA. “No núcleo vamos analisar cada uma das especialidades - cardiologia, ortopedia, oftalmologia - e detectar qual o problema e resolver por partes. Uma coisa que já identifiquei é a sobrecarga da região em cima do núcleo. Estou estudando definir dias e horários para atendimentos de cidades da região. Só essa medida pode ajudar a melhorar o atendimento para a comunidade local”.

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