O terceiro jogo da série melhor-de-cinco das quartas terá muitos ingredientes para tornar a partida emocionante. Para o Mariner/Unimed/Franca vale a vaga na semifinal, para o Joinville, a chance de continuar vivo no campeonato. E para que cada time consiga atingir seu objetivo, há um treinador experiente, exigente e temperamental.
Hélio Rubens (à esquerda) tem uma longa história no esporte. Viveu mais de 40 anos dedicado ao basquete de Franca. Foi jogador e depois tornou-se o comandante. Grita, xinga, briga, reclama com todos. Sempre procurando o melhor para o time. Hoje, é considerado um dos melhores do País e depois de cinco anos fora, está de volta à cidade natal. Não admite “corp o mole” dos atletas. Seus treinos são sempre exaustivos.
Antes das quartas-de-final, marcou treinos todos os dias em dois períodos. Coletivos em ambos. Um dia antes do primeiro jogo, não satisfeito com a seriedade dos atletas, todos bem sucedidos e com salários acima da média, simplesmente parou o coletivo após 45 minutos. Aos berros, exigiu uma postura mais séria dos jogadores e foi embora. Quem estava no ginásio ficou sem entender nada. Os atletas, envergonhados foram para casa e voltaram no dia seguinte. Venceram o surpreendente Joinville por 22 pontos de diferença.
o adversário
O carioca Alberto Bial (à direita), técnico de Joinville, também tem seus rompantes. Neste ano, reclamou das mudanças no regulamento do Nacional, que acabou atrapalhando o andamento do torneio. Viajou de Joinville a Franca no dia do primeiro jogo e meia hora depois do desembarque levou seus atletas ao ginásio do Poli para um treino.
Durante a partida, nem o repórter da rádio Difusora AM, Marcos Junqueira, escapou. No início do jogo, queria saber a escalação de Franca e o francano passou a que foi fornecida por Hélio Rubens Garcia. Antes do início da partida, o treinador francano mudou a escalação de sua equipe. Bial foi à loucura. Depois do jogo, tirou satisfação no ar com Junqueira como se ele fosse um mero auxiliar catarinense. “Você me passou a escalação errada. Eu escalei meu time em função do que você me falou”, disse. Marcos pediu desculpas, mas retrucou. “Não fiz isso deliberadamente. O Hélio mudou o time titular, mas ele (Bial) deveria ter ido na mesa pegar a escalação oficial”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.