Após ficar exatos 16 dias preso na cadeia de Itirapuã, acusado de assediar crianças na Câmara Municipal de Franca, o desempregado ARS, 27, ganhou a liberdade. A Justiça concedeu um alvará de soltura. A denúncia de que um homem estaria molestando crianças nos arredores da Câmara de Franca foi feita no mês de março na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). ARS chegou a ser filmado pelo circuito interno de vigilância da Casa, quando abordava dois estudantes do núcleo de informática.
Ele foi identificado pela polícia e intimado a comparecer à Delegacia de Defesa da Mulher por várias vezes, mas fugiu e só foi preso em Ribeirão Preto por agentes da Polícia Civil daquela cidade. Interrogado pela delegada Fabiana de Paula Abdallah, negou algumas acusações, mas confessou ter levado um adolescente de 15 anos para uma casa, onde chegou a masturbá-lo. O pedido de prisão preventiva foi fundamentado com base em imagens gravadas e no depoimento de menores que o reconheceram como sendo o homem que os abordou. Ao sair da cadeia, ARS procurou a reportagem da rádio Difusora AM, à qual concedeu entrevista na manhã de ontem. “Não tive nada a ver com as acusações, confesso que realmente estive na Câmara, procurando o vereador Marcelo Valim para conseguir emprego”.
Sobre o relato dos menores de que os teria procurado oferecendo emprego de panfletagem, também alegou não ser verdade. “ Não tenho emprego nem para mim, como vou oferecer para os outros”, disse. “Conversei com alguns garotos, mas não me lembro do assunto”, referindo-se às imagens gravadas com ele e os garotos.
O fato de ter sido colocado em liberdade não significa que o desempregado está livre das acusações. “Estou finalizando o inquérito onde está sendo denunciado por sete crimes de atentado violento ao pudor, sendo um caso de atentado consumado”, disse delegada Fabiana de Paula.
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