O ex-delegado de polícia Naílton Faleiros Chagas foi declarado culpado e condenado a sete anos de cadeia pelo assassinato da mulher dele, Vaneide Rosa de Paula Chagas, em 22 dezembro de 1992. O julgamento, no Fórum de Guaíra, teve início às 9 horas da manhã de ontem e foi encerrado cerca de 12h30 depois. A decisão do júri popular resultou em quatro votos a favor da condenação e três pela absolvição do réu, que cumprirá a pena em regime de prisão semi-aberta e poderá recorrer em liberdade.
À época da tragédia, Naílton e Vaneide residiam com o filho Felipe em Guaíra, a poucos mais de 120 quilômetros de Franca. O mistério começou em 22/12/1992, quando Vaneide teria desaparecido após uma discussão com o marido. No dia seguinte, Naílton elaborou boletim de ocorrência comunicando ao superior dele, delegado titular de Guaíra, o desaparecimento da mulher e de um revólver calibre 38.
Provavelmente no dia 24 de dezembro, o corpo de Vaneide foi “desovado”, com duas perfurações e carbonizado às margens da BR-050, entre Uberaba e Uberlândia (MG).
No dia 25, o corpo foi encontrado por colonos de uma fazenda. Este estava quase totalmente carbonizado. Sem identificação, foi congelado no Instituto Médico Legal de Uberaba. O delegado regional de Polícia de Barretos, superior de Naílton, afirmou que duas ou três investigações diferentes esclareceriam o caso. Ele afirmou que o delegado e marido Naílton figurava entre os principais suspeitos.
Nos mais de 13 anos após o crime, Naílton permaneceu em liberdade. A Promotoria de Justiça, devido à gravidade do crime, sustentou o pedido de pena máxima: 14 anos.
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