O padre José Carlos Cearense, 44, nasceu em Araxá-MG. De família humilde, o pai era mecânico e a mãe dona de casa. Tinha mais quatro irmãos, três professoras e um irmão, que é gerente de uma multinacional.
Cearense estudou e foi ordenado padre na cidade de São Paulo há 10 anos, no bairro da Casa Verde, onde iniciou seus trabalhos, sempre orientado pelo arcebispo metropolitano de São Paulo, dom Cláudio Hummes.
Há cinco anos requisitou sua ida para uma cidade próxima de Araxá, para acompanhar mais de perto sua família. Atualmente estava “emprestado” à Arquidiocese de Uberaba-MG. Segundo o arcebispo da cidade, dom Aloísio Roque Oppermann, padre José ainda era membro do clero da capital paulista e, nos próximos dias, seria pedida sua transferência em definitivo para Delta. “Ele estava totalmente integrado à comunidade e gostava daqui.” O padre era o único da cidade e chegava a celebrar oito missas por semana.
Já o cunhado do padre José, Firmo Silva Magela, recebeu com surpresa a notícia do assassinato. “Ele era muito querido. Uma pessoa calma. Um orientador”. Segundo Magela, vivia em uma casa simples, de dois quartos, uma sala, uma cozinha, um banheiro e um escritório. Na frente um pequeno jardim e uma garagem. “A simplicidade dele era imensa”.
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