O eletricista Edno Gonçalves, 35, teve morte cerebral diagnosticada ontem pelos médicos que o atenderam no Hospital Regional de Franca. Ele caiu de uma altura de três metros quando o telhado em que se apoiava para instalar uma cerca elétrica cedeu. Parte da família é favorável à doação dos órgãos.
Gonçalves estava trabalhando no curtume Mariner, no Distrito Industrial, prestando serviço para uma empresa de segurança eletrônica. Ao pisar em uma parte do telhado que não suportou seu peso, caiu batendo a cabeça no solo. Segundo o Corpo de Bombeiros, que foi acionado para o resgate, o eletricista sofreu traumatismo craniano.
Internado em estado grave no Hospital Regional, ontem foi anunciada sua morte cerebral e agora ele é mantido vivo através de aparelhos. Parte da equipe médica que conversou com a reportagem esperava obter autorização consensual da família de Edno Gonçalves para que seus órgãos pudessem ser retirados e doados através da central de transplantes da Secretaria de Saúde do Estado.
Entretanto, até ontem à noite, um parente próximo não teria autorizado a doação, o que, neste caso, impede que os médicos tomem as providências necessárias à retirada dos órgãos.
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