O ex-governador de São Paulo e ex-prefeito da capital, Paulo Maluf, confirmou sua pré-candidatura a deputado federal nas eleições deste ano pelo PP (Partido Progressista). O anúncio, em primeira mão, foi feito ontem pela manhã no quadro Café com Notícia, do Jornal da Manhã, da Rádio Difusora AM (1.030 khz).
Maluf aproveitou para criticar o presidente Lula e a crise do “mensalão”, na qual deputados da base aliada do governo foram acusados de receber dinheiro para votarem a favor de projetos do Executivo federal. “Todos os que foram acusados neste governo são os mesmos que historicamente falavam de mim. Eu nunca distribuí ‘mensalão’. O que dei foram escolas, ambulâncias e outros benefícios para várias cidades do interior quando fui governador de São Paulo (entre 1979 e 82). Para Franca, entreguei o prédio do Champagnat (que pertencia ao Estado) e construí várias obras, como o Terminal Rodoviário do Jardim América, a estrada Franca-Ibiraci e o conjunto de apartamentos do Parque Vicente Leporace”, disse Maluf.
O pré-candidato mostrou indignação contra a impunidade dos operadores do “mensalão”. “Aqueles que me acusavam de maneira falsa estão de rabo preso com a corrupção. Quem fala isso é o procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza, que acusou 40 pessoas. Na CPI dos Correios, foram denunciados 109. Estão assaltando Brasília. É um absurdo o que acontece. E não vi ninguém preso até agora”.
O ex-prefeito da capital é cauteloso quanto ao pedido de impeachment de Lula: “Não tenho provas de que o Lula participou. Mas se o Silvio Pereira, que era da copa e da cozinha do Lula, disser novamente que ele participou, tem que dar o impeachment no Lula. Não vai ser o primeiro e nem o último”.
O ex-governador de São Paulo também bateu duro na postura do presidente Lula frente à crise da Petrobras na Bolívia e se referiu ao presidente como “banana”. “O presidente se comportou de maneira frágil. Em sua vida pública não podemos dizer o mesmo, mas diante do impasse, o presidente Lula foi um ‘banana’. Se Paulo Maluf fosse o presidente, a minha postura seria bem diferente”, disse.
A pré-candidatura ao Congresso Nacional vem depois de sucessivas derrotas em eleições de cargos no Executivo. Desde quando deixou a prefeitura da capital, em 1996, Maluf perdeu o governo do Estado em 1998 para Mário Covas (PSDB) e, em 2000, a prefeitura de São Paulo para Marta Suplicy (PT). Em 2002, de novo na tentativa de voltar para o Palácio dos Bandeirantes, não passou do primeiro turno. Há dois anos, chegou a lançar sua pré-candidatura a prefeito de São Paulo, mas uma nova enxurrada de denúncias fizeram-no desistir da disputa.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.