Assassinos mudam versão e isentam mulher da vítima


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De volta à cena do crime: autores de latrocínio ocorrido no mês passado, em Itirapuã, reconstituíram o roubo seguido de morte ontem: para a polícia, eles mentiram
De volta à cena do crime: autores de latrocínio ocorrido no mês passado, em Itirapuã, reconstituíram o roubo seguido de morte ontem: para a polícia, eles mentiram
A Polícia Civil de Itirapuã reconstituiu, ontem, o assassinato do caseiro Manuel Ferreira da Silva, 50, morto durante roubo ocorrido no mês passado em um sítio daquela cidade. Devido a uma série de falhas, as dúvidas existentes sobre o caso aumentaram ainda mais, em vez de serem esclarecidas. Os criminosos mudaram de versão e disseram que não mataram a vítima a mando da própria mulher, como haviam dito anteriormente. A polícia acredita eles estão mentindo. O latrocínio aconteceu por volta de 21 horas de 17 de abril em uma propriedade localizada na zona rural de Itirapuã. Três homens armados invadiram o sítio supostamente para roubar. Durante a ocorrência, deram um tiro no pescoço do caseiro. Ele morreu na hora. No dia 20 de abril os criminosos foram presos. Disseram que receberam R$ 3 mil da mulher para matar o caseiro. Diante da afirmação dos assaltantes e das contradições no depoimento da acusada, ela também foi presa. Na manhã de ontem, os policiais voltaram ao local do crime para fazer a reconstituição. Saíram com mais dúvidas. O adolescente de 17 anos, o qual confessou ser o autor do disparo fatal, não participou da encenação. Ele está recolhido na Febem, em Ribeirão Preto. Única testemunha e suspeita de ser a mandante do crime, a aposentada Maria Áurea Melo Franco foi outra ausência. “Como ela nega qualquer envolvimento, sua participação seria ineficaz”, disse o delegado Manir Martos Salomão. Com a ausência da suposta mandante e do assassino confesso, ficou fácil para os outros dois criminosos. Eles jogaram toda a culpa no menor. Entrevistados pelo Comércio, voltaram atrás nas acusações feitas contra Maria Áurea. “É mentira que recebemos dinheiro da mulher para matar o caseiro. Inventamos a história, porque ouvimos no rádio que ela era suspeita, mas não tem nada a ver”, disse Antônio Cândido da Silva, 22. Segundo os acusados, o caseiro foi morto porque reagiu durante o assalto. No dia em que foi preso, ele havia dito que intermediou o acerto quatro horas antes do crime e que haviam recebido R$ 3 mil da aposentada para matarem o caseiro.

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