Fumaça e tempo seco: veneno para a saúde


| Tempo de leitura: 1 min
Com índices de umidade relativa do ar oscilando entre 40% e 60% (índices considerados satisfatórios), o outono francano, aliado à fumaça provocada por queimadas urbanas, já começou a influenciar negativamente na saúde da população. O registro de atendimentos a pacientes com problemas respiratórios entre o final de abril e início de maio nos Pronto-socorros “Doutor Janjão” e Infantil já é maior do que nos meses anteriores. Em média, nos últimos dias, a procura diária no “Janjão”, que normalmente é de 450 atendimentos/dia, subiu para até 550, 18% a mais que nos meses anteriores. No Pronto-Socorro Infantil, o volume é 15% maior, saltando de 270 para 320 pessoas. A qualidade do ar de Franca é considerada boa pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental). Mesmo assim, o gerente regional da empresa acredita que os focos de queimadas urbanas aliados à queda do índice de umidade relativa do ar possam influenciar nos problemas de saúde. “Quando ocorre queimadas em áreas muito próximas às casas, as crianças são as primeiras a sentir”, disse. De acordo com ele, a fuligem (pequenas partículas produzidas pela queima do mato e que são transportadas pelo vento) também prejudica a saúde, além de causar transtornos domésticos por causa da sujeira. De acordo com o gerente da Cetesb, não há lei para punir quem ateia fogo em terrenos baldios indiscriminadamente. “O que acontece é que as pessoas que se sentem prejudicadas pelos atos podem denunciá-los à polícia através de um Boletim de Ocorrência de preservação de direitos”, disse. Neste caso, se houver danos patrimoniais de qualquer natureza, o autor pode ser indiciado e ter que ressarcir o prejuízo.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários