Para piorar ainda mais a situação de quem vive próximo a terrenos baldios em Franca, além de atear fogo no mato existente em muitos deles, algumas pessoas aproveitam para “eliminar” o que não é aproveitado em suas casas. De sofá velho a restos de couro de fabriquetas de calçados, tudo tem o mesmo destino, principalmente nos bairros periféricos. Em ambos os casos, segundo a Cetesb, o autor pode ser autuado e multado por infringir leis ambientais.
Maria do Carmo de Souza, do Jardim Dermínio, é uma das que sofrem com o mau cheiro resultante do processo de queima de restos de couro em terrenos próximos a sua casa. “Tem noite nas quais eu perco o apetite porque no horário do jantar eles queimam os restos de material de fábricas. É um cheiro de cabelo queimado que dura horas”, disse a dona de casa.
De acordo com Francisco Setti, gerente da Cetesb de Franca, o ato trata-se de crime ambiental e é passível de punição. “Os donos de empresas calçadistas são obrigados a destinar os restos dos processos de fabricação para o aterro sanitário industrial. Quem tenta ‘dar um jeito’ pode ser autuado”, disse. No entanto, ressalta Setti, reclamar apenas não resolve. É necessário que se denuncie esses fatos para que a Cetesb possa tomar providências.
No caso de outros materiais que são deixados em terrenos baldios e depois incinerados, ele afirma que deve se tratar de um trabalho de educação e consciência de cada um. “Afinal, quase sempre acontece bem próximo da casa de quem desova o lixo”, disse.
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