A Polícia Civil de Itirapuã pretende reconstituir, nesta segunda-feira, o assassinato do caseiro Manuel Ferreira da Silva, 50. Ele foi morto no dia 17 de abril durante roubo ao sítio em que trabalhava na zona rural do município. Três pessoas foram presas acusadas do crime e disseram à polícia que a mulher da vítima teria encomendado sua morte. Ela nega, mas também está na cadeia.
Desde o dia do crime, os policiais desconfiaram da versão apresentada pela aposentada Maria Áurea Melo Franco, a suposta mandante. No dia dos fatos, a mulher disse que três homens armados chegaram atirando na propriedade e arrombaram a porta da cozinha. Com medo, ela teria se trancado no banheiro, de onde ouviu o marido gritando com os bandidos. Em determinado momento, escutou disparos. Antes de ir embora, os assaltantes também teriam arrombado a porta do banheiro, onde estava, para exigir armas e dinheiro. Fugiram levando apenas uma espingarda calibre 28 e nada fizeram contra ela.
Três dias depois, a Polícia Militar prendeu três criminosos de São Sebastião do Paraíso (MG), na zona rural de Itirapuã. Antônio Cândido da Silva, 22, disse ter intermediado o “negócio” e recebido R$ 3 mil da mulher para matar o caseiro. “Algumas dúvidas relacionadas ao crime ainda precisam ser esclarecidas.
Por isso, faremos a reconstituição para apurar todos os detalhes pendentes”, comentou o delegado Manir Martos Salomão.
O principal acusado de ter assassinado o caseiro é o adolescente de 17 anos, o qual disse ao Comércio da Franca e à rádio Difusora que sentia prazer em cometer crimes e ao aterrorizar as vítimas. “Me sentia o verdadeiro chefão”.
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