Embora não tenha obtido acesso às plantas que compõem o processo para a aprovação da alteração da área de proteção ao manancial da Bacia do Rio Canoas, analisando apenas o texto frio da Lei, posso dizer com certeza que a “Bacia Furou”. Isto porque algumas nascentes ficaram fora da área de proteção, trazendo o risco de serem dizimadas por construções de duvidoso interesse público. Uma delas, ali, bem ao lado da área do Aterro da Fazenda e a famigerada área do complexo do CDP. Tudo isto porque nosso alcaide achou por bem enviar tal projeto para a Câmara Municipal sem o esperado e necessário debate de idéias e opiniões, para que se chegasse a um consenso quanto à viabilidade ou não da construção do CDP e outras obras naquele local. De nada adiantou aumentar a área de proteção se a essência da necessidade de preservar ficou de fora em alguns pontos. Franca é o exemplo do descuido de vários governos em não preservar as nascentes e matas ciliares de seus córregos, pois, hoje paga um preço alto por isto com inundações e formação de voçorocas em vários pontos da cidade. Até quando vamos conviver com estas irresponsabilidades?
Elson Daniel Guilherme
é tecnólogo em construção civil
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