Abandono, sujeira e perigo no Parque Progresso


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As moradoras Lázara Maria e Jovita Lopes (dir.) e Sílvia Domingos e Juliana dos Santos (ao fundo) são vistas pela fresta da porta entortada no Centro Comunitário do Progresso
As moradoras Lázara Maria e Jovita Lopes (dir.) e Sílvia Domingos e Juliana dos Santos (ao fundo) são vistas pela fresta da porta entortada no Centro Comunitário do Progresso
O centro comunitário deveria servir para beneficiar a população, mas está longe de cumprir esse objetivo no Parque Progresso. Um imóvel com cinco cômodos (recepção, salão, cozinha e dois sanitários) na área de lazer “Tancredo Neves”, no bairro, já serviu para atividades importantes, mas hoje tem gerado sérios problemas aos moradores. Há aproximadamente duas décadas, o espaço abrigou a Associação dos Moradores do bairro e ofereceu cursos, aulas de capoeira, dança, ginástica, festas, velórios e reuniões. Mas com a falta de empenho das diretorias e da própria comunidade, o bom funcionamento se dissolveu e o local está totalmente abandonado. Hoje é alvo de vandalismos. É fácil detectar as agressões ao prédio: vidros sujos e quebrados, paredes pichadas, portas arrombadas e muito lixo. O recinto também é freqüentado por usuários de drogas e por casais que usam o local como motel. Os moradores contam que, há cerca de cinco anos, o vigia do centro alugou parte dos cômodos para uma mulher que transformou o lugar em um prostíbulo. Muita polêmica e reclamações depois, o problema só foi resolvido com ajuda da polícia. Os fogões, bancos de madeira, cadeiras, freezer e colchonetes de ginástica adquiridos pela associação foram furtados. Depois de tantos problemas, a nova diretoria do Centro Comunitário elabora projetos para recuperar a entidade. JÁ CHEGA “É um espaço de lazer que a gente tem e não tem. Acho muito triste ter esse prédio como vizinho”, disse a estudante Gelcimara Domingos, 19. A frase ilustra bem a irritação de quem convive diariamente com o abandono da área. Cansados, os moradores reclamam, pedem e sugerem soluções. Para a auxiliar de limpeza Juliana dos Santos, 30, a falta de iluminação é o maior problema. “A energia na praça está desligada. Fico apavorada de ter de atravessar o local de madrugada ou à noite”. Ela é filha de um dos ex-presidentes da associação e testemunha de que o centro comunitário pode ter bom desempenho. “Falta um apoio conjunto da prefeitura e moradores para resolver o problema”. A diarista Sílvia Domingos, 35, mora no Parque Progresso há 25 anos e está incomodada. “É um local que poderia ser usado pelas crianças como espaço para lazer, quermesse, festinhas, mas está um caos. Acho que ou resolvem ou colocam tudo no chão”.

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