Ruas de chão batido e muita tranqüilidade. A vida nas 160 casas do bairro rural Vila Primavera, também conhecido como Chora Menino, em Pedregulho, muda pouco com o tempo. O esgoto escorre a céu aberto e os meios de comunicação principais são os três orelhões da vila. Há três anos, a reportagem do Comércio visitou o bairro para retratar o cotidiano de quem vivia no local. Há duas semanas retornou e pôde constatar que no Chora Menino também existem motivos para comemorar: foi instalado um poço artesiano e a água, além de não faltar, não é cobrada.
O número de estabelecimentos comerciais também não aumentou nestes últimos anos. Os moradores contam com um mercado e dois bares. No bairro há ainda uma creche que passou por uma reforma para receber de volta as 78 crianças. O lazer fica por conta da única lanchonete existente na entrada da cidade. O transporte urbano melhorou e é alvo de elogios da população. São dois horários (manhã e tarde). As crianças são transportadas para a escola da Usina Estreito, distante sete quilômetros. Na Saúde, as reclamações são poucas. O atendimento é oferecido de segunda a sexta-feira das 7 às 17 horas com médico uma vez por semana e dentista todos os dias.
Reclamação mesmo só o esgoto que insiste em escorrer pelas ruas do bairro. Em dias de sol quente, o cheiro fica insuportável. A assessoria de imprensa da Prefeitura de Pedregulho garantiu que elabora um projeto para resolver o problema. Para tanto, serão gastos R$ 27 mil, dinheiro este liberado pelo Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos). Mas, não há uma data definida para a implantação da rede de esgoto.
Apesar das dificuldades, a grande maioria dos moradores gosta do bairro. Wanderley Moreira de Carvalho, 25, acredita que para melhorar, o ideal seria, além de resolver a questão do esgoto, construir um conjunto com casas populares já que muitas famílias têm dificuldades para pagar aluguel e investir na iluminação das ruas. A dona de casa Maria Lúcia da Silva, 37, paga R$ 80 de aluguel por um imóvel de três cômodosó onde mora com o marido João Ferreira, 59. “Felizmente, ele está trabalhando em uma firma em Estreito e conseguimos pagar o aluguel”, disse a dona de casa, que trocou Pedregulho pela Vila Primavera há dois anos.
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