Periodicamente, as dietas do Vigilantes do Peso são reformuladas e modernizadas. Durante sete anos, os associados controlavam o peso dos alimentos com uma balança de plástico pequena, apropriada para pesar comida. Depois, o grupo montava os cardápios com base numa tabela que dividia os grupos de alimentos de acordo com as cores do semáforo: verde estava liberado, amarelo exigia cautela e vermelho alertava a pessoa de que o prato engordava e deveria ser evitado. O terceiro estilo seguido por cerca de 24 meses foi o PontosAtivos. A partir de uma fórmula especial, os associados combinavam calorias, gorduras e fibras dos alimentos transformando-as em pontos. Hoje, a dieta é baseada no programa PontosFlex.
Neste modelo, a pessoa tem flexibilidade de escolher o que quer comer. Cada alimento e bebida têm um valor em pontos e o associado tem uma cota de pontos que pode consumir por dia, de acordo com seu peso. A partir de uma tabela específica com os tipos de alimentos e a quantidade de pontos correspondentes a cada um, a pessoa controla as quantidades que come. “Costumo fazer comparações. Se ela pode comer 24 pontos, é como se tivesse com R$ 24 em mãos. A pizza é ‘mais cara’ que a fruta, então é preciso avaliar se vale a pena comer ou ficar sem. É aprender a usar os pontos com sabedoria”, sugere a orientadora Célia Tosi.
Quem faz a dieta recebe livretos ensinando maneiras fáceis de controlar o volume das porções e garantir que a quantidade de pontos consumidos está correta. Uma das sugestões é comparar os tamanhos dos alimentos com as partes do corpo ou objetos. Uma porção de carne bovina que corresponde a três pontos, por exemplo, deve ser igual à palma da mão (sem os dedos) ou a uma fita cassete. Já uma fruta média, que vale um ponto, equivale às dimensões da mão fechada ou de uma bola de tênis. “Cada um tem a batata que merece”, brinca a orientadora Célia. “As comidas têm a mesma pontuação para todos, mas ao medir, a pessoa escolhe de acordo com a própria estrutura corporal. Medir assim, também ajuda quando as refeições são feitas no restaurante ou festas de casamento e aniversário”.
Na sede do Vigilantes do Peso, além de receber o material com essas dicas, os associados conferem o peso uma vez por semana e participam de reuniões sobre a parte alimentar e comportamental com orientadores do Vigilantes do Peso. Dentre os temas abordados estão gula, controle do estresse e auto-estima. “Mostramos aos associados que a obesidade está ligada a vários fatores e damos orientação para lidarem bem com esses aspectos e terem incentivo para o sucesso da dieta. Ensinamos a pessoa a se amar”, resume a orientadora Márcia Silva.
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