Uma nova modalidade de golpe vitimou a cabeleireira Rosângela Aparecida Faleiros, 39. Ela anunciou a venda de seu carro, um Ford Verona ano 90, e foi procurada por um suposto comprador, de nome “Renato”. O desconhecido pediu o documento do veículo para “adiantar as negociações”, mas, ao invés disso, procurou uma financeira e pegou um empréstimo de R$ 5,3 mil, dando o Verona de garantia. Agora, além de não ver a cor do dinheiro, Faleiros sequer pode vender o carro, que está alienado.
A cabeleireira afirmou que “Renato” levou o documento a uma empresa que intermedia negócios entre os donos de carro e os bancos que cedem o crédito. A firma subtraiu o empréstimo junto ao Banco Itaú e cedeu o dinheiro a ele. Tudo isso sem que o recibo tivesse assinatura, exigência legal para transferência de veículos. “O Renato levou o recibo, mas achei que ele não faria nada sem minha assinatura. É assim em qualquer empresa séria. Mas ele conseguiu e me prejudicou. Agora, ninguém assume nada”.
O caso chegou ao 3º DP e Renato compareceu à delegacia em companhia de um advogado. Foi elaborado um BO de averiguação de estelionato, mas, até agora, o problema da cabeleireira não foi resolvido. “O doutor João (Walter Tostes) marcou para me devolverem o dinheiro na última terça-feira, mas eles não foram e agora ninguém mais acha o Renato. Ele desligou o celular e sumiu. E eu fiquei na mão”, disse.
A reportagem procurou o dono da empresa intermediária, que se chamaria Gilmar, via celular, mas não o encontrou. Até o fechamento desta edição, ele não havia retornado ao recado. O representante do Banco Itaú, Gustavo Alexandre Serafim, disse que o procedimento do banco foi normal. “A empresa que nos pede o financiamento é a responsável pela transação. Se não cumprir as regras do banco, é descadastrada. Houve falha da revenda, que entregou o dinheiro a terceiros, mas também da dona do veículo, que liberou o recibo a um desconhecido”, disse o representante do Itaú, Gustavo Alexandre Serafim.
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