O estúdio móvel do programa Fale Sem Medo da rádio Difusora esteve estacionado ontem em frente ao centro comunitário do Jardim Guanabara, na Rua Árias de Almeida. Dezenas de pessoas fizeram suas reclamações, das quais a mais ouvida foi sobre as recentes tentativas de fuga da cadeia do Guanabara.
Para a dona de casa Regina Maria da Silva, que mora próximo a cadeia, sentir medo é uma rotina. “O prédio foi construído para pouco mais de 100 presos, hoje existem mais de 500. Isso aí está um barril de pólvora, ninguém tem sossego”.
Não bastasse o medo das rebeliões, a população tem enfrentado outro tipo de problema: quando são realizadas limpezas na cadeia, uma água suja e com mau cheiro corre a céu aberto e passa na porta de várias residências. O pespontador Airton Aparecido Silva, 45, conhece bem a sujeira que é constante na porta de sua casa na Rua Antônio Constantino, 507. “Houve um sábado em que a água correu das 7 da manhã até uma da tarde. Já reclamei, aqui ninguém agüenta mais o mau cheiro que toma conta da região toda vez de lavam a cadeia”.
Para os moradores da Rua Benedito Merlino, o principal problema é a invasão de ratos nas casas. “Durante a noite, dá para ouvi-los andando pelo telhado e todos vêm de um terreno cheio de mato próximo a minha casa”, disse a dona de casa Lúcia Helena.
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