Escândalos afastaram GTech da Caixa


| Tempo de leitura: 2 min
Um fator que certamente pesou na decisão da CEF de mudar de fornecedor de suas máquinas processadoras de jogos e pagamentos de contas foi o envolvimento da GTech (sua parceira há oito anos) em denúncias de propinas na exploração dos serviços de jogos na Loterj (Loterias do Rio de Janeiro). O ex-presidente da Loterj, Waldomiro Diniz, também ex-subchefe de assuntos parlamentares da Casa Civil Federal, é investigado pela Câmara Federal por manter relações ilícitas com Carlos Ramos, o bicheiro “Carlinhos Cachoeira”. Diniz pediu propina de 1% sobre os lucros de Cachoeira com a exploração de jogos no Rio em troca, seriam oferecidos benefícios ao empresário e às empresas ligadas a ele. A GTech seria uma delas. O relatório da CPI dos Bingos concluiu que a GTech e Cachoeira mantinham “negociações de parceria” para atuar nos mercados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. O fim do casamento da Caixa com a Gtech, iniciado em 1997, começou a se delinear no fim de agosto do ano passado, quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) derrubou todas as liminares que impediam a separação. Entre janeiro e março deste ano, o banco promoveu quatro pregões para contratar fornecedores para a implantação do novo sistema de loterias. Tal processo permitiu à Caixa economizar R$ 705 milhões. As estimativas iniciais previam gastos de R$ 1,389 bilhão. Mas a concorrência derrubou as despesas para R$ 684 milhões. A demora no processamento de dados não era esperada pela CEF, que vem substituindo gradativamente as máquinas (serão 25 mil no total). A aposta da Caixa era na modernização dos serviços. A expectativa, conforme informe oficial da CEF, é a de que as novas máquinas acelerem as operações, diminuam o tempo de impressão de volantes e permitam que as lotéricas aumentem seu movimento e gama de serviços.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários